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Dólar volta a subir e fecha o dia a R$ 5,069; Bolsa fica quase estável

"Não há motivos para esperar mais desvalorização [do dólar] ainda", alertou um economista à Reuters - Kevin David/A7 Press/Estadão Conteúdo
"Não há motivos para esperar mais desvalorização [do dólar] ainda", alertou um economista à Reuters Imagem: Kevin David/A7 Press/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

09/06/2021 17h22Atualizada em 09/06/2021 17h41

Após registrar queda em quatro das cinco sessões de junho, o dólar voltou a subir com mais intensidade hoje, fechando o dia em alta de 0,69%, vendido a R$ 5,069. É a maior valorização percentual em quase três semanas, desde 21 de maio, quando a moeda americana subiu 1,44%.

Segundo Alejandro Ortiz, economista da Guide Investimentos, a mudança na direção do dólar é "um movimento técnico de compra" causado pela forte desvalorização nas últimas semanas. "A moeda caiu muito e já está se aproximando do patamar psicológico de R$ 5. Não há motivos para esperar mais desvalorização ainda", disse ele à Reuters.

Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, terminou o pregão praticamente estável, com leve alta de 0,09%, chegando aos 129.906,80 pontos. O patamar está pouco abaixo do recorde nominal (sem considerar a inflação) alcançado na segunda (7), de 130.776,27 pontos.

Dólar e Ibovespa vão seguindo caminhos opostos em 2021. Mesmo com a alta de hoje, a moeda americana ainda acumula perdas de 2,30% frente ao real, enquanto o indicador subiu 9,15% no ano.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Inflação dos EUA no radar

Inflação - Getty Images - Getty Images
Imagem: Getty Images

O mercado espera pela divulgação da inflação de maio nos Estados Unidos, prevista para amanhã, que poderá determinar o rumo da política monetária do Fed (Federal Reserve, o Banco Central americano). Recentemente, preocupações com uma eventual alta nos preços levou a especulações de que os juros — hoje próximos a zero — pudessem voltar a subir mais cedo do que o esperado.

Embora várias autoridades do Fed tenham afirmado que enxergam as pressões inflacionárias como temporárias, outras já começaram a reconhecer que estão mais próximas de um debate sobre quando retirar parte de seu nível de estímulo à economia.

A próxima reunião do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês), que decidirá justamente sobre a taxa de juros, está marcada para os dias 15 e 16 de junho.

A data coincide com o próximo encontro do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central do Brasil — outro ponto de atenção para investidores. Na última reunião, em maio, o comitê indicou que poderia fazer um novo ajuste de 0,75 ponto percentual nos juros básicos da economia (taxa Selic), hoje em 3,50% ao ano.

(Com Reuters)

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