Dólar cai a R$ 4,857 com possível queda dos juros nos EUA; Bolsa sobe

O dólar caiu 0,37% e fechou a sexta-feira (12) vendido a R$ 4,857. É o terceiro dia seguido de queda para a moeda americana, que ainda acumula leve alta de 0,09% frente ao real no mês.

Já o Ibovespa subiu 0,26% e chegou aos 130.987,67 pontos, interrompendo uma sequência de três baixas consecutivas. Em janeiro, porém, o principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3) já recuou 2,38%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial (saiba mais clicando aqui). Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, a referência é o dólar turismo, e o valor é bem mais alto.

O que aconteceu

Índice de inflação ao produtor nos EUA ficou abaixo do esperado. Números divulgados hoje mostraram que o chamado PPI recuou 0,1% em dezembro, contrariando as expectativas dos analistas ouvidos pela FactSet, que previam alta de 0,2%. Na comparação anual, houve alta de 1%, enquanto os economistas previam avanço de 1,4%.

Dados reforçam apostas de corte nos juros americanos em março. Um PPI mais forte, aliado aos dados da inflação ao consumidor publicados na véspera, podem servir de argumento para que o Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos EUA) comece a reduzir os juros em breve. Segundo monitoramento do CME Group, a probabilidade de corte na reunião de março aumentou para 83,2%.

Juros menores nos EUA costumam beneficiar o real e a Bolsa. Isso acontece porque, com juros elevados, os investidores redirecionam recursos para o mercado de renda fixa americano, considerado muito seguro. Por outro lado, sinais de que o Fed vai começar a reduzir os juros em breve tendem a impulsionar moedas mais arriscadas, porém mais rentáveis, como o real.

A Bolsa iniciou o dia à espera do resultado mensal do PPI (Índice de Preços ao Produtor) dos EUA (...). Esse é mais um dos indicadores que o Fed analisa para tomar decisões quanto à política monetária a ser adotada. Com os dados vindo abaixo do esperado, o mercado de capitais avança com a especulação do início da queda de juros nos EUA.
Daniely Holanda, sócia da Matriz Capital

(*Com Estadão Conteúdo e Reuters)

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