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Brasil cria 396.993 vagas com carteira assinada em 2014; meta era 1 milhão

Do UOL, em São Paulo

23/01/2015 14h18Atualizada em 21/01/2016 13h13

O Brasil registrou a criação de 396.993 vagas de trabalho com carteira assinada em 2014. Esse dado considera o valor com ajuste até novembro, ou seja, os dados entregues pelas empresas fora do prazo até o penúltimo mês do ano. Sem os ajustes, o total de vagas criadas cai para 152.714.

O resultado ficou bem abaixo da meta do governo, de 1 milhão de novas vagas, e é o mais baixo desde 2002. Entres os principais motivos estão as demissões na indústria e na construção civil.

Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados nesta sexta-feira (23) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

De 2010 a 2014, durante o governo de Dilma Rousseff, o país ganhou 5.277.071 novos empregos com carteira, também segundo dados do Caged. Nos primeiros quatro anos de Lula, foram abertas 5,8 milhões de vagas e, no segundo, 7,7 milhões.

"O resultado teve a influência de um ano atípico... Alguns seguraram investimentos para esperar o resultado eleitoral", disse o ministro do Trabalho, Manoel Dias. "O Brasil vive o pleno emprego, com regiões onde a taxa de desemprego está abaixo dos 3%, caso do Rio de Janeiro e de Santa Catarina. Em 2015, como os prognósticos da economia são mais positivos que em 2014, acreditamos que vamos continuar gerando empregos."

Dezembro ruim em SP, MG e PR

Somente em dezembro, foram fechadas 555.508 vagas de emprego com carteira assinada.

Os setores com pior desempenho foram a indústria, com 171 mil postos a menos, a construção civil, com 132 mil postos a menos, e os serviços, com 148 mil postos a menos.

O maior volume de demissões ocorreu em São Paulo, seguido de Minas Gerais e do Paraná.

O resultado ainda tem forte impacto de questões sazonais, como por exemplo, a conclusão de obras na construção civil.

Governo cortou meta de 1,5 milhão para 1 milhão

No começo do ano passado, o governo previa a criação de 1,4 milhão a 1,5 milhão de empregos de janeiro a dezembro de 2014, número que foi reduzido posteriormente para 1 milhão.

No final de 2013, o ministro do Trabalho chegou a afirmar que esperava manter a média de criação de 120 mil empregos por mês em 2014.

Em dezembro, o ministro afirmou que o governo não trabalha com metas de criação de vagas em 2015, porque o país está em um momento atípico, depois da Copa do Mundo e das eleições, e vive pleno emprego.

Desemprego é de 4,8%, segundo IBGE

O desemprego em novembro era de 4,8%, segundo o IBGE. Os dados são da última PME (Pesquisa Mensal de Emprego), divulgados em dezembro. A PME é baseada nos dados das regiões metropolitanas de Recife (PE), Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ) e Porto Alegre (RS).

Na última Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), também divulgada pelo IBGE em dezembro, o desemprego registrado no 3º trimestre é de 6,8%. A Pnad Contínua leva em conta dados de 211.344 domicílios particulares permanentes distribuídos em cerca de 3.500 municípios.

(Com Reuters e Valor)

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