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País cria 110,4 mil vagas com carteira e tem melhor agosto desde 2013

Do UOL, em São Paulo

21/09/2018 16h22Atualizada em 21/09/2018 16h53

O Brasil criou 110.431 vagas com carteira assinada em agosto, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta sexta-feira (21). É o melhor resultado para o mês desde 2013 (+127.648). Em agosto do ano passado, o país havia aberto 35.457 vagas.

Esse resultado é o saldo, ou seja, a diferença entre contratações e demissões. Em agosto, foram 1.353.422 contratações e 1.242.991 demissões.

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De janeiro até o mês passado, o país totalizou 568.551 novas vagas com carteira assinada. No acumulado em 12 meses, foram criados 356.852 empregos com carteira. 

Se mantiver a tendência até o fim do ano, o Brasil terá interrompido uma sequência de três anos de queda, quando foram perdidos mais de 2,88 milhões de empregos formais, entre 2015 e 2017.

O resultado de agosto é menor que o número antecipado pelo presidente Michel Temer durante evento no Palácio do Planalto na manhã desta sexta. Segundo ele, haviam sido abertas 117 mil vagas.

Serviços são destaque

Com exceção do agronegócio, todos os setores ganharam postos de trabalho. O destaque foram os serviços:

  • Serviços: +66.256
  • Comércio: +17.859
  • Indústria de transformação: +15.764
  • Construção civil: +11.800
  • Serviços de utilidade pública: +1.240
  • Extração mineral: +467
  • Administração pública: +394
  • Agronegócio: -3.349 

SP, MG e PA criam vagas

O estado que mais gerou empregos em julho foi São Paulo: 34.244 vagas. Em seguida, aparece Pernambuco: 11.563 vagas. No Paraná, foram gerados 10.339 empregos formais.

Rio Grande do Sul (-4.028), Sergipe (-593), Espírito Santo (-388), Acre (-172) e Maranhão (-66) foram estados que registraram mais demissões do que contratações ao longo do mês.

IBGE faz pesquisa diferente

Os dados divulgados pelo Ministério do Trabalho consideram apenas os empregos com carteira assinada. 

Existem outros números sobre desemprego apresentados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que são mais amplos, pois levam em conta todos os trabalhadores, com e sem carteira.

A última Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua registrou que o Brasil tinha, em média, 12,9 milhões de desempregados no trimestre encerrado em julho.

(Com agências de notícias)

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