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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Mercado vê com ceticismo notícias sobre tentativa de privatizar a Petrobras

Diego Herculano/NurPhoto/Getty Images
Imagem: Diego Herculano/NurPhoto/Getty Images
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Rafael Bevilacqua

20/06/2022 09h35

Esta é a versão online da edição de hoje da newsletter Por Dentro da Bolsa, que mostra como o mercado recebe as notícias sobre a tentativa do governo de privatizar a Petrobras, com a escalada nos preços dos combustíveis. Para assinar este e outros boletins e recebê-los diretamente no seu email, cadastre-se aqui. Os assinantes UOL ainda têm direito a mais duas newsletters exclusivas sobre investimentos.

A Petrobras (PETR4/PETR3), gigante brasileira do setor de óleo e gás, tem ocupado uma posição de destaque no noticiário econômico do país nos últimos meses.

Com o preço do barril de petróleo em patamares historicamente altos no mercado internacional, e após um longo processo de reestruturação iniciado ainda no governo do ex-presidente Michel Temer, a estatal obteve lucro líquido recorde em 2021 e se consolidou como uma das melhores pagadoras de dividendos da Bolsa brasileira no período.

Agora, em meio a críticas à política de preços da Petrobras feitas por figuras proeminentes da política brasileira, surgem notícias acerca de uma possível proposta de privatização da companhia.

De acordo com informações veiculadas na imprensa, o ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, trabalha na elaboração de um projeto de lei que abriria caminho para privatizar a Petrobras.

A privatização se daria por meio da conversão de ações preferenciais da companhia (PETR4) em ações ordinárias (PETR3), ou seja, aquelas que conferem ao detentor o direito a voto nas assembleias. Essa operação diluiria a participação do governo federal no capital votante da petrolífera, passando o controle da empresa para a iniciativa privada.

Diferentemente do caso da Eletrobras (ELET6/ELET3), não seria necessário emitir novas ações para diluir a participação do governo na companhia, uma vez que apenas a conversão das ações já seria suficiente para transformar o governo em sócio minoritário da Petrobras.

Contudo, tirar essa ideia do papel não é tão simples quanto parece. Uma parcela relevante do Congresso se opõe à privatização da petrolífera, e o processo deve enfrentar ainda mais resistência do que o da Eletrobras. Além disso, é difícil acreditar que a classe política estaria disposta a discutir um projeto envolto em tanta polêmica com as eleições deste ano se aproximando.

Dessa forma, as notícias sobre uma possível privatização da Petrobras são recebidas pelo mercado com ceticismo, e a operação ainda soa como um sonho distante para os acionistas da estatal.

No curto prazo, predomina o temor com uma possível intervenção governamental na política de preços da petrolífera e com as oscilações do preço do barril de petróleo no exterior.

Leia no 'Investigando o Mercado' (exclusivo para assinantes UOL, que possuem acesso integral ao conteúdo de UOL Investimentos): informações sobre a nova oferta de ações da Eneva.

Um abraço,

Rafael Bevilacqua
Estrategista-chefe e sócio-fundador da Levante

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