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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Empresa de energia Eneva pode movimentar R$ 4 bi com nova oferta de ações

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Rafael Bevilacqua

20/06/2022 09h15

Na quinta-feira (16), a Eneva (ENEV3), companhia que atua na exploração e produção de gás natural e no fornecimento de soluções de energia, anunciou que seu conselho de administração aprovou a realização da oferta de até 300 milhões de novas ações, nos termos da Instrução CVM 476.

Confira a seguir o comentário de Rafael Bevilacqua, estrategista-chefe e sócio-fundador da casa de análise Levante Ideias de Investimento, sobre o tema. Todos os dias, Bevilacqua traz notícias e avaliações de empresas de capital aberto para você tomar as melhores decisões de investimento. Este conteúdo é acessível para os assinantes do UOL. O UOL tem uma área exclusiva para quem quer investir seu dinheiro de maneira segura e lucrar mais do que com a poupança. Conheça!

O preço por ação será fixado apenas após a conclusão do procedimento de coleta de intenções de investimento (bookbuilding). Como indicativo, considerando a cotação de fechamento das ações ordinárias de emissão da empresa na B3 da terça-feira (14), de R$ 13,64 por ação, o montante da oferta seria de R$ 4,09 bilhões, podendo variar para mais ou para menos.

De acordo com o fato relevante divulgado ao mercado, estarão na coordenação da oferta BTG Pactual (líder), Bank of America, Merrill Lynch, Itaú BBA, Bradesco BBI, Citi, J.P. Morgan, UBS BB e Santander. O lançamento da oferta de ações da Eneva visa quitar parte da compra da Celsepar e Cebarra, realizadas nos últimos meses.

Além do anúncio de seu follow-on, a companhia informou, na noite da quarta-feira (15), ter realizado o pedido de registro de oferta pública de 1,7 milhão de debêntures, com valor nominal de R$ 1.000 cada, o que implicaria em um montante inicial de R$ 1,7 bilhão.

Segundo fato relevante, a oferta poderá ser ainda incrementada com um lote adicional de 340 mil debêntures, implicando em um aumento de R$ 340 milhões. Para exercer o papel de formador de mercado da oferta de debêntures, a empresa contratou o Itaú.

Somadas as ofertas de ações e de debêntures, a companhia pode levantar R$ 5,7 bilhões de ao todo, ficando capitalizada para avançar com os pagamentos relacionados às suas últimas iniciativas de fusões e aquisições (M&A), dado seu ritmo intenso observado na frente no último ano.

Considerando a distribuição das 300 milhões de novas ações ordinárias da companhia, o time da Levante avalia que cada acionista que não participar da oferta terá sua participação na companhia diluída em 19%.

Ademais, enxergamos que o movimento da Eneva também visa antecipar a necessidade de caixa antes das eleições de outubro, que devem gerar um período de incerteza política mais acentuada nos próximos meses. Assim, é improvável que alguma empresa faça oferta de novas ações no final do ano, ainda mais nesse porte.

As ações da Eneva fecharam em alta de 2,54% na sexta-feira (17), cotadas a R$ 14,54.

Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo estrategista-chefe e sócio-fundador Rafael Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.