Executivo brasileiro é preso na Suíça com relação a escândalo da Petrobras

Genebra, 24 Fev 2016 (AFP) - Um cidadão brasileiro foi preso em Genebra em conexão com o escândalo de corrupção que abala a gigante petrolífera Petrobras, informou nesta quarta-feira o ministério Público Federal (MPF).

O homem, cuja identidade não foi revelada, tinha viajado à Suíça para retirar fundos e levá-los para fora do país, indicou o MPF.

Ele foi preso ao tentar esvaziar e fechar contas em um banco de Genebra.

De acordo com o jornal suíço Handelszeitung, trata-se de Fernando Migliaccio da Silva, ex-funcionário do grupo brasileiro Odebrecht, e sua prisão teria ocorrido na semana passada.

O homem é suspeito de envolvimento no pagamento de subornos para ex-executivos da Petrobras. Devido ao risco de colusão e fuga, ele foi colocado em prisão preventiva na Suíça por três meses.

A Suíça investiga desde 2014 o escândalo da Petrobras, depois de receber sessenta denúncias de suspeita de lavagem de dinheiro.

A construtora Odebrecht e suas filiais são as principais visadas. São acusadas de usar contas bancárias suíças para o pagamento de subornos a ex-executivos da Petrobras. Estes pagamentos teriam sido feitos durante as compras de plataformas de petróleo.

Em outubro passado, a justiça suíça bloqueou as contas bancárias do presidente do Congresso, Eduardo Cunha, suspeito de envolvimento no caso.

A investigação revelou que as maiores construtoras do Brasil dividiram entre 2004 e 2014 os mercados da companhia petrolífera, pagando subornos a alguns dos seus diretores em troca de contratos superfaturados de 1 a 3%. A Petrobras perdeu assim mais de dois bilhões de dólares.

Uma parte dessas comissões foram usadas para pagar subornos a deputados e senadores da coalizão governista.

Em 18 de março de 2015, procurador-geral suíço indicou que as investigações "permitiram descobrir mais de 300 relações comerciais com mais de 30 bancos na Suíça, para os quais as transações por corrupção provavelmente passaram".

Ele também anunciou que a Suíça liberou 120 milhões de dólares (113 milhões de euros) de ativos bloqueados na Suíça, dos 400 milhões de dólares bloqueados no âmbito do caso Petrobras.

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