Bolsas

Câmbio

Governo Trump acredita que EUA vão crescer 3% em 2018

Washington, 23 Fev 2017 (AFP) - O secretário americano do Tesouro, Steven Mnuchin, estimou nesta quinta-feira que a maior economia do mundo vai crescer 3% em 2018 graças às futuras reduções de impostos e à eliminação de regulamentações.

"Acreditamos que podemos ser competitivos e retornar a um crescimento sustentado de 3% ou mais", declarou à rede CNBC.

Esta estimativa está um pouco abaixo da promessa eleitoral do presidente Donald Trump de um crescimento de 4% para os Estados Unidos; uma meta que tem sido considerada irrealista.

Para Mnuchin, a chave para alimentar o crescimento é uma reforma fiscal e o "alívio" das regulamentações, como aquelas que estão sendo desmanteladas para o setor financeiro.

"Nós temos que cortar as regulamentações que impedem pequenas e médias empresas de serem o motor do crescimento neste país", disse ele.

Mnuchin indicou, ainda, que vários funcionários estão trabalhando para aliviar a lei Dodd-Frank, criada para regular o setor financeiro após a crise de 2008. Ele afirmou que o governo quer garantir que os bancos "possam emprestar" dinheiro aos americanos.

A administração Trump quer que o Congresso aprove em agosto seu pacote de medidas fiscais, mas admite que o impacto desse plano provavelmente não será percebido antes do final do próximo ano.

"Em razão do tempo necessário para que o plano seja colocado em prática, este não será realmente refletido na economia até o próximo ano", disse ele. "E será preciso um par de anos para alcançar o crescimento", estimou.

Mnuchin admitiu que as estimativas de crescimento da administração são provavelmente maiores do que aquelas que o Congresso utiliza para o plano fiscal.

A economia dos Estados Unidos cresceu 1,6% em 2016 e 2,6% em 2015. O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que em 2017 o país irá crescer 1,9% e 2,9% em 2018, mas disse que as perspectivas podem mudar à medida que forem implementadas as medidas de cortes de impostos e aumento de gastos públicos, ainda em fase de discussão.

Mnuchin considerou que as baixíssimas taxas de juros americanas deverão aumentar à medida que o crescimento econômico acelerar, observando que o Fed (Banco Central americano) já trabalha com essa possibilidade.

O chefe do Tesouro sugeriu que, por exemplo, faria sentido emitir títulos com prazo de vencimento de até 100 anos. Ele disse que essa ferramenta beneficiaria os empréstimos de baixo custo.

"Acredito que isso seja algo que pode ser seriamente considerado", comentou, afirmando que a questão já está sendo estudada pelos técnicos do Tesouro e será discutida com os investidores e operadores de mercado para tentar descobrir se lhes interessa.

Os títulos do Tesouro com maior prazo têm 30 anos de vencimento.

Mnuchin não prometeu tomar medidas contra a China, como Trump fez, por supostamente manipular sua moeda para obter vantagens comerciais.

"A moeda é uma das coisas que estamos observando e sobre o que conversei muito com os meus colegas", disse ele.

O secretário acrescentou que os técnicos do Tesouro estão atualmente analisando a gestão de divisas. "Não emitiremos juízos enquanto o processo de estudo estiver em andamento", concluiu.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos