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Moscou e Caracas acordam reestruturação da dívida venezuelana

Moscou, 8 Nov 2017 (AFP) - Rússia e Venezuela concordaram em reestruturar a dívida pública venezuelana com o país segundo as "condições acordadas", declarou nesta quarta-feira (8) o ministro de Finanças russo, Anton Siluanov, citado pela agência Interfax.

O mercado especula uma iminente interrupção dos pagamentos por parte de Caracas.

"No que concerne à Venezuela, temos um acordo para uma reestruturação. A Venezuela confirmou, de fato, as condições acordadas, por isso o processo passará à fase final (...). Estão prontos para reestruturar segundo as condições acordadas", declarou, de acordo com a Interfax.

A agência russa RIA Novosti citou o embaixador venezuelano na Rússia, Carlos Faría Tortosa, indicando que a assinatura de um acordo entre os dois países deve acontecer até 15 de novembro.

No começo de outubro, durante uma visita a Moscou, o presidente venezuelano Nicolás Maduro e o presidente russo Vladimir Putin discutiram uma eventual reestruturação da dívida venezuelana com a Rússia.

Na última quinta-feira, Maduro anunciou que seu governo daria início ao refinanciamento e à reestruturação da dívida externa, estimada em cerca de 150 bilhões de dólares, sem indicar quais seriam os mecanismos utilizados.

Ao todo, até o fim do ano, a Venezuela deve pagar entre 1,4 bilhão e 1,8 bilhão de dólares em juros de vários bônus.

Segundo alguns especialistas, o país, imerso em uma profunda crise política, poderia entrar em moratória neste fim de semana - quando vencem alguns títulos venezuelanos.

A Rússia emprestou, em 2011, 2,8 bilhões de dólares à Venezuela para financiar a compra de armamento, sobretudo tanques e mísseis. Em 2015, o país tinha decidido ser mais flexível com Caracas, seu principal parceiro estratégico na América Latina.

A gigante petroleira Rosneft, controlada pelo Estado russo, indicou em agosto que a petroleira estatal venezuelana PDVSA lhe deve 6 bilhões de dólares desde 2014, dos quais 2,5 bilhões foram gerados entre maio de 2016 e abril de 2017 como adiantamento pelos contratos de entrega de petróleo e combustível para 2019.

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