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FAO está mais preocupada com obesidade que com fome na América Latina

México, 12 Jan 2018 (AFP) - A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) está mais preocupada pelo alarmante aumento da obesidade na América Latina e no Caribe do que com a falta de alimentos, disse nesta sexta-feira, no México, seu diretor-geral, José Graziano da Silva.

"O grande desafio que vemos em matéria de alimentação, não apenas no México, mas também na América Latina e no Caribe, é o assunto da obesidade, sobretudo em mulheres e crianças (...). Sofre-se mais de obesidade que de falta de comida, da fome tradicional", afirmou Graziano em coletiva de imprensa na Cidade do México.

O diretor da FAO explicou que "comer mal" também é um problema de alimentação e alertou para a epidemia no consumo de sal, açúcar, gorduras saturadas e frituras provocadas pela "fast food".

"O assunto que buscamos com mais força (na região) é o controle da obesidade, favorecendo uma dieta saudável, isso é, diversificar a alimentação, comer mais frutas e legumes", acrescentou.

"Essa dieta não é saudável, não é sustentável e causa efeitos na saúde (...), como diabetes e problemas cardíacos", disse ele.

Segundo estudos da FAO e da Organização Mundial da Saúde (OMS), 58% dos habitantes da América Latina e do Caribe estão acima do peso ideal. As Bahamas, o México e o Chile são os que apresentam os maiores problemas a este respeito.

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