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EUA: chega a 100 número de combatentes mortos em ofensiva na Síria

Beirute, 8 Fev 2018 (AFP) - O comando militar americano no Oriente Médio estimou em pelo menos 100 o número de combatentes pró-governo sírio mortos em um ataque de represália lançado nesta quinta-feira (8).

O confronto acontece em plena escalada da tensão entre Washington e Damasco pela suspeita do uso de armas químicas por parte do governo sírio e de uma milícia aliada.

O ataque inicial foi lançado por forças leais ao presidente Bashar al-Assad em instalações de petróleo e gás essenciais na província de Deir Ezzor, controlada pelas forças curdas apoiadas por Washington.

Aviões do governo voltaram a bombardear, porém, pelo quarto dia consecutivo, o território rebelde de Guta Oriental, na periferia de Damasco, onde o balanço de mortos desde segunda-feira supera os 210, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Em Deir Ezzor, outra região atacada por forças pró-governamentais na noite de quarta-feira, havia conselheiros da coalizão, segundo o Comando Militar dos Estados Unidos (CentCom).

"A coalizão efetuou bombardeios contra as forças atacantes para repelir o ato de agressão" contra seu pessoal e contra as Forças Democráticas Sírias (FDS), com as quais colaboram, declarou uma autoridade militar do órgão, que pediu para não ser identificada.

"Estimamos que mais de 100 membros das forças pró-regime sírias morreram em confrontos com as Forças Democráticas Sírias e com as forças da coalizão", disse a mesma fonte.

- Ataque contra campo petroleiro -Segundo o OSDH, que confirmou apenas 45 mortos entre as forças pró-governo, o ataque inicial aconteceu perto de Jasham.

O diretor da ONG, Rami Abdel Rahman, disse que o objetivo do ataque parecia ser capturar um campo petrolífero-chave e uma grande planta de gás em uma zona controlada pelas FDS.

A produção prévia à guerra do campo de petróleo de Omar, um dos maiores da Síria, era de 30.000 barris diários, enquanto a do campo de gás de Conoco era de 13 milhões de metros cúbicos por dia.

A imprensa estatal síria confirmou que dezenas de pessoas morreram nos confrontos, mas parecia negar que as forças afetadas fossem soldados do governo, ao descrever as vítimas como "forças populares".

Segundo o OSDH, as forças que lançaram o ataque contra as posições das FDS eram combatentes de tribos locais e uma milícia afegã xiita, leais a Assad.

Segundo o CentCom, este ataque aconteceu oito quilômetros ao leste da linha de demarcação estabelecida por Rússia e Estados Unidos ao longo do Eufrates, na qual as forças russas operam ao oeste, e as forças americanas, ao leste.

- Reunião do Conselho de Segurança -Outra frente do conflito, a Guta Oriental, um território rebelde ao leste de Damasco, continuava intensamente bombardeado pelo governo Assad desde segunda-feira.

Apenas nesta quinta-feira, 58 civis morreram vítimas de bombas da força aérea síria, que continua com seus ataques em várias localidades desta região, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH). Entre eles, 21 morreram na localidade de Arbin e 19 na de Jisrin.

Em Jisrin, um homem levava a filha ferida correu para uma ambulância da Defesa Civil, enquanto uma mulher era retirada dos escombros. Não muito longe dali, os corpos de duas meninas jaziam ao chão.

Ao menos seis localidades foram atingidas por estes bombardeios. Desde a segunda-feira, 211 civis, entre eles mulheres e crianças morreram nestes bombardeios contra a Guta Oriental. Desde 2013, cerca de 400.000 pessoas vivem sitiadas nessa área, segundo o OSDH.

De acordo com testemunhas, a situação humanitária é catastrófica na região.

Em Damasco, dois civis morreram vítimas de disparos de morteiro, em uma aparente resposta dos rebeldes aos ataques do regime, segundo a agência oficial de notícias, Sana.

No plano diplomático, o Conselho de Segurança da ONU deve ter uma reunião a portas fechadas nesta quinta para abordar uma trégua humanitária de um mês reivindicada pelos representantes das agências da ONU com base em Damasco.

Mais de 13 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária para sobreviver, entre eles seis milhões de deslocados no país.

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