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Facebook divulga dados abaixo da expectativa do mercado

25/07/2018 18h25

San Francisco, 25 Jul 2018 (AFP) - As ações do Facebook sofreram impacto nesta quarta-feira (25), depois que a maior rede social do mundo divulgou um crescimento de usuários abaixo do esperado no primeiro trimestre, desde que foi abalado por uma série de escândalos sobre privacidade de dados.

A companhia informou que o lucro subiu 31% no segundo trimestre, para US$ 5,1 bilhões, enquanto a receita subiu 42%, para US$ 13,2 bilhões.

As ações caíram 7% após o fim da sessão, com o relatório trimestral muito mais fraco do que o esperado.

"Nossa comunidade e negócios continuam a crescer rapidamente. Estamos comprometidos em investir para manter as pessoas seguras e seguras, e continuar construindo novas maneiras significativas de ajudar as pessoas a se conectarem", disse Mark Zuckerberg, CEO da empresa.

Zuckerberg disse que não esperava um impacto significativo por conta do caso envolvimento a consultoria política Cambridge Analytica, mas os números do último trimestre sugeriram uma desaceleração.

Usuários ativos crescem menos que o esperado

A principal métrica dos usuários ativos mensais subiu 11%, para 2,23 bilhões, abaixo da maioria das estimativas, de 2,25 bilhões, enquanto os usuários ativos diários cresceram 11%, para 1,47 bilhão, abaixo do esperado.

Quase toda a receita do Facebook (US$ 13 bilhões do total de US$ 13,2 bilhões) veio de publicidade online, um setor dominado pela rede social da Califórnia, junto com a Google, sua rival do Vale do Silício.

Embora as ações do Facebook estivessem em uma recessão após o escândalo da Cambridge Analytica ter sido quebrado no começo do ano, as ações subiram acentuadamente e atingiram níveis recordes este mês.

De acordo com a empresa de pesquisa eMarketer, o Facebook deve ter uma fatia de 18% do mercado de anúncios digitais mundial de US$ 273,29 bilhões, atrás dos 31% do Google.

Segundo a eMarketer, o Instagram, de propriedade do Facebook, está compensando parte da desaceleração do crescimento nas redes sociais e vai gerar US$ 8,06 bilhões em receita publicitária mundial neste ano.