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Tesouro dos EUA respalda Fed e diz que queda da bolsa é 'correção natural'

12/10/2018 12h21

Washington, 12 Out 2018 (AFP) - O secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, afirmou nesta sexta-feira que a economia dos Estados Unidos continua forte e que o recente declínio no mercado de ações foi "apenas uma correção natural".

Depois de dois dias de quedas acentuadas nos mercados acionários dos Estados Unidos e do mundo devido ao aumento das taxas de juros e dos conflitos comerciais nos Estados Unidos, Mnuchin disse que os mercados "tendem a ir longe demais em ambas as direções" e terão correções naturais.

O secretário do Tesouro afirmou ainda que o presidente do Federal Reserve (Fed) Jerome Powell, fortemente criticado pelo presidente Donald Trump, "faz um bom trabalho".

"O presidente adora juros baixos, mas respeita a independência do Fed", disse Mnuchin depois de Trump afirmar que o Fed estava "cometendo um grande erro" com o aumento da taxa de juros e que a instituição "enlouqueceu".

"O presidente está preocupado que o Fed aumente as taxas muito rapidamente e afete a economia, essas são preocupações naturais", acrescentou.

"Acho que Jay (Powell) faz um trabalho muito bom", destacou.

- Preocupações com o yuan -Sobre a disputa comercial entre Estados Unidos e China, Mnuchin expressou sua preocupação com a fragilidade da moeda chinesa, o yuan, a Yi Gang, presidente do Banco Central chinês, à margem da reunião anual do Fundo Monetário Internacional, em Bali, na Indonésia.

Mnuchin indicou que teve uma "discussão construtiva sobre a moeda com Gang no âmbito do evento.

"A debilidade da moeda (chinesa) me preocupa. Expressei isso a eles", afirmou Mnuchin, que garantiu que as autoridades chinesas "deixaram claro que não buscam uma maior depreciação".

Mnuchin ainda confirmou a disposição das duas partes em coordenar uma reunião entre o presidente americano, Donald Trump, e seu equivalente chinês, Xi Jinping. "Temos conversas sobre uma possível reunião durante a cúpula do G20" em Buenos Aires, disse.

Mas isso só acontecerá se houver progresso suficiente nas discussões comerciais, disse ele. "Não há prazo", acrescentou.

"Deixamos claros para a China que precisamos ver mudanças estruturais, que precisamos de uma relação comercial recíproca e que podemos aumentar nossas exportações em centenas de bilhões de dólares", afirmou.

A moeda, segundo ele, fará parte de qualquer acordo: "Vamos garantir que a moeda faça parte dessas discussões, queremos garantir que, independentemente do que compensemos no comércio, não percamos isso em moeda estrangeira", disse ele.

Washington afirma há muito tempo que a China mantém sua moeda artificialmente baixa para tornar suas exportações mais competitivas, mas nos últimos anos o yuan se fortaleceu, e os economistas acreditam que está mais de acordo com seu valor real.

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