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Produção da Opep cai em março por Venezuela e Arábia Saudita

10/04/2019 15h55

Paris, 10 Abr 2019 (AFP) - A produção da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) caiu em março, em 534.000 barris diários, devido à queda na Venezuela, em plena crise, e na Arábia Saudita, decidida a manter os preços em alta.

A produção total do cartel foi reduzida em 534 mil barris por dia e alcançou pouco mais de 30 milhões de barris por dia em março, de acordo com fontes indiretas citadas no relatório mensal divulgado nesta quarta-feira (10).

Mergulhada no caos político e econômico e afetada por grandes apagões, a Venezuela produziu 289.000 barris diários a menos do que em fevereiro.

Sua produção alcançou 732.000 barris diários em março, comparados ao mais de um milhão que produzia no início do ano e os dois milhões de 2017.

Os números oficiais que a Venezuela transmite diretamente à Opep - que geralmente escondem parte das dificuldades de sua indústria petrolífera - indicam uma queda de 472 mil barris por dia em março.

Desde 7 de março e do grande apagão que deixou quase todo o país no escuro por cinco dias, houve cortes esporádicos de energia na Venezuela que afetaram o setor de petróleo e a economia em geral.

Além disso, em março a Opep se viu afetada pela queda na Arábia Saudita, com menos 324.000 barris diários.

Com isso, Arábia Saudita, líder do cartel, demonstra sua disposição de continuar reduzindo sua produção para manter os preços altos. A Opep e seus parceiros, incluindo a Rússia, concordaram em limitar seus níveis de produção, pelo menos até junho.

O efeito deste acordo foi sentido. O barril de Brent do Mar do Norte recentemente ultrapassou os 70 dólares, por exemplo.

Outros países também reduziram sua produção em março, como o Iraque (-126.000 bd) e, em menor escala, o Irã (-28.000 bd), sob sanções americanas.

A Opep terá que decidir nas próximas semanas se vai estender sua política de redução de produção, válida até junho.

jmi/tq/pc/zm/tt