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Ataque com drones afeta oleoduto saudita

14/05/2019 08h32

Riade, 14 Mai 2019 (AFP) - Duas estações de bombeamento de petróleo foram alvos de um ataque com drones nesta terça-feira perto da capital saudita Riad, o que forçou a companhia Aramco a paralisar suas operações em um oleoduto, anunciou o ministro da Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falih.

Mais cedo, a emissora de televisão Al-Massirah, controlada pelos rebeldes no Iêmen, informou sobre uma "importante operação militar" contra alvos sauditas com "a utilização de sete drones" contra "instalações vitais" do reino.

Em um comunicado divulgado pela agência oficial saudita Spa, Falih disse que duas estações de bombeamento foram alvejadas pela manhã por "drones armados", o que causou um "incêndio" e "pequenos danos" a uma estação.

O ataque aconteceu entre 6h00 e 6h30 (00h00 e 00h30 no horário de Brasília), de acordo com o ministro.

A companhia Aramco "adotou medidas preventivas e interrompeu temporariamente as operações no oleoduto" Leste-Oeste que liga a Província Oriental, uma região saudita rica em petróleo, ao porto de Yanbu, no Mar Vermelho, informou, condenando este ataque "terrorista".

Este oleoduto de 1.200 km tem uma capacidade de ao menos cinco milhões de barris por dia.

A Arábia Saudita intervém militarmente desde 2015 no conflito no Iêmen para ajudar o poder contra os rebeldes huthis, politicamente apoiados pelo Irã.

No último domingo, misteriosos "atos de sabotagem" foram cometidos em quatro navios no Golfo, incluindo dois petroleiros sauditas, segundo as autoridades dos Emirados Árabes Unidos, país aliado de Riad e que faz parte da coalizão que atua no Iêmen.

Os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita são aliados próximos dos Estados Unidos, que continuam a endurecer a postura contra Teerã, seja sobre a questão nuclear ou sobre suas "ações desestabilizadoras" no Oriente Médio.

Falih condenou o ataque desta terça-feira, ressaltando que "os últimos atos de terrorismo e sabotagem no Golfo (...) visam não somente o reino (saudita), mas também a segurança do fornecimento petrolífero no mundo e a economia global".

"Esses ataques provam, uma vez mais, que é importante para nós enfrentar as entidades terroristas, incluindo as milícias huthis no Iêmen, que são apoiadas pelo Irã", afirmou.

O ministro saudita concluiu a sua declaração afirmando que "os fornecimentos e exportações de petróleo bruto e produtos petrolíferos (sauditas) vão continuar normalmente sem interrupção".

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