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Familiares de sul-coreanos desaparecidos em naufrágio chegam ao Danúbio

31/05/2019 15h53

Budapeste, 31 Mai 2019 (AFP) - Familiares dos turistas sul-coreanos vítimas de um naufrágio em Budapeste percorreram nesta sexta-feira (31) as margens do Danúbio, onde a forte correnteza torna "extremamente perigosa" a busca por sobreviventes.

A correnteza fazia das operações de busca um trabalho "extremamente perigoso" e praticamente não restavam esperanças de encontrar sobreviventes. O naufrágio do barco de turismo, ocorrido na última quarta-feira, deixou ao menos sete mortos e 21 desaparecidos.

O "Sirene", uma embarcação de 26 metros de comprimento, afundou em questão de segundos na quarta-feira à noite no coração da capital húngara após ter colidido com um navio de cruzeiro de 135 metros, o "Sigyn".

A bordo havia 35 pessoas: 33 sul-coreanos, incluindo 31 turistas e dois guias, e dois membros da tripulação, de nacionalidade húngara.

"Não perdemos a esperança de encontrar sobreviventes", declarou a ministra sul-coreana das Relações Exteriores, Kang Kyung-wha, em uma coletiva de imprensa em Budapeste junto a seu homólogo húngaro, Peter Szijjarto, nesta sexta.

Acompanhados de funcionários do governo, uma dezena de familiares que chegaram em avião à tarde se dirigiram à ilha Margarida, junto ao local do naufrágio, e ficaram ali por 20 minutos, constataram jornalistas da AFP.

A forte correnteza do rio foi alimentada por várias semanas de chuva e pelo degelo no maciço alpino, destacou o ministro húngaro.

"Os elementos jogam contra nós", lamentou. "A visibilidade [debaixo d'água] é nula e o nível da água continua subindo", acrescentou, recordando que na quinta-feira os submarinistas não conseguiram chegar até o barco naufragado.

Cerca de vinte mergulhadores chegaram ao local da tragédia nesta sexta de manhã em apoio a seus colegas húngaros, mas não puderam dar início à busca, constatou um correspondente da AFP.

Com até 4.500 m3 por segundo (4,5 milhões de litros), a correnteza do Danúbio se situa no dobro do normal. Não se espera que o nível das águas baixe no curto prazo, segundo o serviço hidrográfico húngaro.

Peter Szijjarto alertou que recuperar o barco afundado seria uma "missão longa".

A Áustria e a Sérvia também anunciaram que assistiriam a Hungria.

O comandante do "Sigyn", um ucraniano de 64 anos, foi preso na quinta-feira e está sendo investigado por negligência.

"A corrente era muito forte e estava levando as pessoas, mas os socorristas não chegavam", indicou Jung, uma sobrevivente de 31 anos, à agência sul-coreana Yonhap.