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Fed mantém taxas de juros entre 1,5% e 1,75%

11/12/2019 21h36

Washington, 12 dez 2019 (AFP) - O Federal Reserve (Fed) manteve suas principais taxas de juros, nesta quarta-feira (11), mas disse que estará atento à baixa inflação e aos acontecimentos da economia mundial.

Em sua última reunião do ano, o Comitê de Política Monetária da entidade (FOMC) manteve as taxas, tal como se esperava, em uma faixa entre 1,5% e 1,75%, estabelecida após o terceiro corte do ano, decidido em outubro.

Desta vez, a decisão foi tomada por unanimidade, após várias reuniões do FOMC, nas quais um, ou vários, de seus integrantes estiveram em desacordo com a maioria.

É improvável que a decisão satisfaça o presidente Donald Trump, que reiteradamente pressiona o Fed e seu diretor, Jerome Powell, para que as reduza a zero de forma a estimular a economia.

A decisão foi um sinal de que os membros da entidade, que reiteradamente disseram que mudariam de rumo, se necessário, estão monitorando o atraso econômico mundial e a persistente falta de pressões sobre os preços, o que abre a porta a novos movimentos das taxas.

Trump afirma que os Estados Unidos estão em desvantagem perante economias com taxas menores e inclusive negativas.

Powell voltou a dizer que o Fed optou por esperar ver o efeito dos estímulos dispostos este ano e afirmou que a atual política monetária "continua sendo apropriada" até que ocorra algo que "materialmente" altere as perspectivas.

"Nosso panorama econômico permanece favorável apesar dos acontecimentos mundiais e riscos", disse em coletiva de imprensa posterior à reunião.

Em uma mudança de tom em seu comunicado, o FOMC disse que integrantes do organismo "seguirão monitorando as implicações das novas informações sobre as perspectivas econômicas; inclusive acontecimentos globais e as pressões inflacionárias nulas".

O comunicado adverte que apesar do sólido nível de gastos das residências, a confiança das empresas e dos exportadores continua sendo frágil.

Powell disse que resolver as incertezas comerciais teria um efeito positivo na economia americana.

O impacto de um acordo com a China seria maior ao alcançado na terça-feira por Estados Unidos, México e Canadá sobre seu novo acordo de livre comércio, afirmou.

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