PUBLICIDADE
IPCA
0,64 Set.2020
Topo

CEO da Boeing, Dennis Muilenburg, pede demissão

23/12/2019 12h41

Washington, 23 dez 2019 (AFP) - O diretor-executivo da Boeing, Dennis Muilenburg, empresa em dificuldades há meses devido à crise do 737 MAX, renunciou, conforme anúncio feito nesta segunda-feira (23) pela fabricante americana de aeronaves, considerando que uma mudança na gestão é essencial para restaurar a confiança no grupo.

As funções de Muilenburg já haviam sido reduzidas em outubro. De fato, ele havia perdido o título de presidente do conselho de administração em favor de David Calhoun, um diretor independente.

Será precisamente Calhoun que o substituirá a partir de 13 de janeiro, detalhou a Boeing.

"O diretor financeiro da Boeing, Greg Smith, exercerá as funções de diretor-executivo interino durante o curto período de transição", acrescentou o grupo.

"O conselho decidiu que é necessária uma mudança de direção para restabelecer a confiança na empresa, à medida que se esforça para restabelecer os laços com as autoridades reguladoras, os clientes e todas as outras partes interessadas", comentou a Boeing.

Dois acidentes com seu modelo 737 MAX em menos de cinco meses mergulharam a Boeing na crise mais séria de sua história.

Em uma decisão sem precedentes para uma aeronave moderna, toda frota do 737 MAX foi proibida de voar desde 13 de março.

As várias investigações técnicas e administrativas destacaram inúmeras disfunções, em particular no processo de certificação do 737 MAX.

Até agora, Dennis Muilenburg se recusava a renunciar, dizendo que era seu dever superar a crise.

Nove meses após a proibição de voo, porém, as autoridades de segurança da aviação ainda não deram sinal verde para que a aeronave retorne ao serviço.

Na semana passada, o grupo teve de aceitar interromper a produção do MAX a partir de janeiro, por não saber quando as entregas poderão ser retomadas.

"Sob a nova liderança, a Boeing vai operar com um compromisso renovado de total transparência, incluindo comunicação efetiva e proativa com a FAA (regulador dos Estados Unidos), outros reguladores globais e seus clientes", afirmou a Boeing.

A fabricante da aeronaves afirma que David Calhoun tem "uma vasta experiência na indústria aeronáutica", além de sólida experiência como líder.

"Acredito firmemente no futuro da Boeing e do 737 MAX. Estou honrado em liderar esta grande empresa e os 150.000 funcionários dedicados que trabalham duro para criar o futuro da aviação", disse o futuro chefe.

Na Bolsa de Valores, o anúncio foi bem recebido, com o título Boeing subindo 3,6% logo após a abertura.

Dt/dho/alb/mr/tt

BOEING