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Irã aceita entregar à Ucrânia caixa preta do avião comercial derrubado em janeiro

11/03/2020 21h58

Montreal, 12 Mar 2020 (AFP) - O governo do Irã se comprometeu numa reunião nesta quarta-feira da agência de aviação civil da ONU a entregar para análise à Ucrânia ou à França as caixas pretas do voo 752, que foi abatido no início do ano em Teerã, atendendo a um pedido do Canadá e do governo ucraniano.

O representante iraniano na Organização Internacional de Aviação Civil de Montreal, Farhad Parvaresh, garantiu que os dispositivos serão enviados para Kiev, confirmaram fontes à AFP.

Esses dispositivos devem conter informações dos últimos momentos antes de o avião da Ukraine International Airlines ser atingido por um míssil e cair pouco depois de decolar do aeroporto de Teerã em 8 de janeiro, matando todas 176 pessoas a bordo.

O Irã admitiu que as duas caixas pretas foram danificadas e que não possuía capacidade técnica para extrair dados delas.

Em Ottawa, o ministro das Relações Exteriores canadense, François-Philippe Champagne, "saudou" o compromisso de Teerã de finalmente compartilhar as caixas pretas, dizendo que este era "um passo na direção certa para o Irã".

O embaixador da Ucrânia no Canadá, Andrei Schevchenko, escreveu no Twitter que seu país também "saúda a decisão do Irã" de entregar o equipamento, acrescentando que "se for necessária experiência adicional" esses dispositivos de registro dados do voo serão enviados à França para análise.

Os dois países cujos cidadãos morreram no desastre, incluindo principalmente iranianos, mas também afegãos, britânicos, canadenses, suecos e ucranianos, criticaram a recusa do Irã em entregar as caixas à Ucrânia ou a um dos poucos países capazes de recuperar os dados.

O desastre ocorreu quando as defesas do Irã estavam em alerta máximo, caso os Estados Unidos respondessem aos ataques iranianos que horas antes lançaram mísseis contra tropas americanas estacionadas no Iraque, em resposta ao assassinato de um comandante iraniano no Iraque por ordem do presidente Donald Trump.

O governo iraniano garantiu que a tragédia ocorreu por uma falha técnica.

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