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ONU premia sistema agrícola que preserva meio ambiente em MG

12/03/2020 08h57

Rio de Janeiro, 12 Mar 2020 (AFP) - As Nações Unidas inscreveram no patrimônio agrícola mundial um sistema tradicional de produção na Serra de Espinhaço, no sul de Minas Gerais, que preserva o meio ambiente e a biodiversidade.

A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) reconheceu o sistema de colheita de flores sempre-vivas como um "Sistema Importante do Patrimônio Agrícola Mundial" (SIPAM).

Criado em 2002 pela agência das Nações Unidas, esse registro distingue uma produção tradicional que trabalha pela segurança alimentar das comunidades, respeitando a biodiversidade, a vida selvagem e o conhecimento tradicional, "contribuindo para a formação de paisagens notáveis".

Dos 59 sítios em 22 países diferentes já inscritos no registro SIPAM, é a primeira vez que a ONU distingue um local no Brasil.

A Serra do Espinhaço é coberto por uma savana, onde os agricultores locais colhem flores sempre-vivas, combinando essa atividade com horticultura agroflorestal, pastoreio de gado e culturas agrícolas ao pé das colinas, praticados em diferentes altitudes, diz a FAO.

Esse complexo sistema é baseado em um "profundo conhecimento dos ciclos naturais, ecossistemas e da flora originais", bem como de "práticas tradicionais" transmitidas de geração para geração há mais de um século, o que permite aos habitantes "viver em harmonia com o meio ambiente, garantindo sua segurança alimentar e meios de subsistência", acrescenta a FAO.

Respeitando os ciclos naturais e as práticas tradicionais, os agricultores contribuem para a preservação de culturas e vegetação nativas, permitindo sua regeneração.

Criada pela FAO durante a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável em 2002, o registro do SIPAM reconhece 33 locais na Ásia, três na África, seis no norte da África e no Oriente Médio e três na América Latina.

A agricultura brasileira baseada em um sistema industrial de produção intensiva está em pleno desenvolvimento, incentivada pelo governo de Jair Bolsonaro. Este ano, o país deve destronar pela primeira vez os Estados Unidos, tornando-se o principal produtor mundial de soja.

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