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Votação de plano de estímulo econômico fracassa novamente no Senado dos EUA

23/03/2020 17h09

Washington, 23 Mar 2020 (AFP) - O Senado dos Estados Unidos não chegou a um acordo nesta segunda-feira sobre um gigantesco plano de estímulo para lidar com as consequências econômicas da pandemia de coronavírus, no dia seguinte ao primeiro fracasso no Senado em uma votação de procedimento.

O projeto busca mobilizar até US$ 2 trilhões. Sua adoção no Senado fracassou, enquanto as negociações continuam entre a maioria republicana e a minoria democrata, que coincidem sobre a urgência da situação.

A votação nesta segunda-feira, que permitiria uma rápida aprovação do texto, obteve 49 dos 60 votos necessários.

O chefe da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, criticou "uma obstrução absolutamente estúpida" da oposição.

O líder do comitê democrata Chuck Schumer disse pouco antes da rejeição do Senado que qualquer votação seria inútil enquanto as negociações não terminassem.

"Estamos muito perto de um acordo, muito perto", garantiu. "Nosso objetivo é chegar a um acordo hoje e espero e confio que alcançaremos esse objetivo".

O texto deve superar esse primeiro obstáculo antes de ser submetido a uma votação final no Senado. Em seguida, terá que ser aprovado pela Câmara dos Representantes, com maioria democrata, antes de ser promulgado pelo presidente Donald Trump.

O secretário do Tesouro dos EUA, Steve Mnuchin, está negociando diretamente no Congresso com os líderes democratas e republicanos a aprovação do plano de estímulo econômico.

Essa ajuda é fundamental para a economia dos Estados Unidos, que provavelmente já está em recessão. Os democratas, entretanto, se recusam a aprovar o texto como está.

Entre outras coisas, eles querem uma maior supervisão dos empréstimos a grandes empresas que, segundo eles, se assemelham a presentes para os diretores.

Mnuchin chamou essa crítica de "ridícula", em entrevista à Fox News na segunda-feira, e disse que o plano era destinado a "todos os trabalhadores americanos".

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