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Governo dos EUA e democratas seguem 'distantes' de consenso sobre pacote de estímulo, diz Mnuchin

14/10/2020 16h03

Washington, 14 Out 2020 (AFP) - O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, disse nesta quarta-feira (14) que, apesar de alguns progressos, ainda não há um acordo com os democratas sobre um novo pacote de estímulo econômico para amenizar os impactos da pandemia.

"Continuamos avançando em certos temas, (mas) em algumas questões ainda estamos muito distantes", explicou Mnuchin ao participar virtualmente de uma conferência de economia.

Democratas e republicanos estão em um impasse há meses, discutindo novas medidas para restaurar o já expirado pacote de 2,2 trilhões de dólares estabelecido pela Lei CARES, aprovada em março, quando a pandemia chegou aos Estados Unidos.

Mnuchin, que lidera as negociações em nome do presidente Donald Trump, disse que teve uma longa conversa na quarta-feira com sua contraparte democrata, a congressista Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes.

No entanto, as partes não concordam sobre quanto ou como gastar. Os democratas exigem ajudar os estados e governos locais mais expostos aos prejuízos econômicos da pandemia.

"Estamos seguindo com as negociações e tentando alcançar um acordo sobre um pacote mais amplo" de assistência, informou Mnuchin, acrescentando que Pelosi rejeitou uma medida à parte para ajudar as companhias aéreas, que deixaram dezenas de milhares de trabalhadores desempregados este mês.

"Tudo ou nada não faz sentido para nós", enfatizou Mnuchin, reproduzindo o posicionamento do líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, que disse que é altamente improvável sancionar um grande pacote de ajuda com a aproximação da eleição presidencial, que será realizada em 3 de novembro.

Os democratas querem aprovar um pacote de estímulo de 2,2 trilhões de dólares, enquanto o governo Trump fez uma oferta de 1,8 trilhão de dólares da última vez.

McConnell indicou na terça-feira que tentaria aprovar um plano de empréstimos e garantias para pequenas empresas, mas os democratas disseram que só aprovariam a medida dentro de um pacote maior.

A Lei CARES tem o mérito de ter impulsionado o consumo e mitigado os danos aos pequenos negócios causados pela crise do coronavírus, mas suas principais disposições expiraram no final de julho.

Um acordo com as companhias aéreas americanas para evitar demissões em troca do financiamento dos salários expirou no início de outubro e as empresas cortaram dezenas de milhares de funcionários.

Na semana passada, Trump mergulhou as negociações em um caos quando ordenou a Mnuchin que as suspendesse, mas rapidamente voltou atrás e desde então vem pedindo grandes ações.

A economista-chefe do FMI, Gita Gopinath, disse à AFP na terça-feira que um plano de estímulo de 2 trilhões de dólares poderia impulsionar o crescimento dos EUA em 2% no próximo ano.

cs/hs/mls/dga/gm/mr/ic