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Unilever testa semana de trabalho de quatro dias na Nova Zelândia

Filial neozelandesa do grupo Unilever anunciou que pretende testar a semana de trabalho de quatro dias - Aleksander Kalka/NurPhoto via Getty Images
Filial neozelandesa do grupo Unilever anunciou que pretende testar a semana de trabalho de quatro dias Imagem: Aleksander Kalka/NurPhoto via Getty Images

Em Wellington

01/12/2020 06h56

A filial neozelandesa do grupo de alimentos e cosméticos Unilever anunciou hoje que pretende testar a semana de trabalho de quatro dias, sem cortes de salários para os funcionários, seguindo uma proposta neste sentido do governo de centro-esquerda para reativar a economia.

A empresa explicou que seus 81 funcionários no país poderão participar no experimento, que deve começar em dezembro e durar um ano. Dependendo dos resultados na Nova Zelândia, a Unilever poderia adotar a semana de quatro dias em outros países.

"Nosso objetivo é medir o rendimento em função da produção, não do tempo. Acreditamos que a antiga forma de trabalhar está desatualizada e não é mais adequada", declarou o diretor geral da Unilever Nova Zelândia, Nick Bangs.

A primeira-ministra Jacinda Ardern anunciou em maio a possibilidade de mudança para a semana de quatro dias para ajudar a reativar uma economia afetada pelas restrições impostas pelo coronavírus, incluindo um confinamento de sete semanas. E incentivou as ideias criativas que favoreçam a flexibilidade na empresa.

Bangs destacou o aumento do interesse por uma semana de trabalho mais curta, depois que a pandemia alterou a cultura de trabalho no escritório.

"Este é um momento emocionante para nossa equipe, uma forma de validar o papel de catalisador que a covid-19 teve na transformação das práticas no mundo do trabalho", disse.

A empresa espera que seus funcionários ganhem em produtividade com a permissão de maior flexibilidade. Os resultados da experiência serão analisados pela Universidade de Tecnologia de Sydney.

"Estamos ansiosos por compartilhar as lições do experimento com outras empresas da Nova Zelândia, com a esperança de estimular outras a refletir sobre a forma como trabalham", completou Bangs.