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Três ativistas condenados a prisão em Hong Kong por atacar jornalista chinês

08/01/2021 10h05

Hong Kong, 8 Jan 2021 (AFP) - Três ativistas pró-democracia de Hong Kong foram condenados, nesta sexta-feira (8), a até cinco anos e meio de prisão por participar de uma manifestação no aeroporto da cidade na qual um jornalista chinês foi atacado.

Em 2019, o território foi abalado por sete meses de gigantescas e às vezes violentas manifestações pró-democracia. Desde então, a China retomou o controle de Hong Kong.

Em agosto de 2019, milhares de manifestantes invadiram a sala de desembarque do aeroporto durante dois dias, impedindo o embarque dos passageiros.

Durante os protestos, os manifestantes agrediram dois homens que acusaram de ser "espiões" ou policiais de Pequim disfarçados.

Um deles era Fu Guohao, um jornalista do jornal nacionalista chinês Global Times.

Sua agressão foi transmitida ao vivo pela internet, provocando indignação na China continental, onde foi usada pelas autoridades para mostrar que o movimento de protesto era violento.

Amy Pat, Lai Yun-long e Ho Ka-lok foram condenados por participar dos distúrbios e atacar Fu. Pat também foi condenada por sequestro ilegal por amarrar Fu. Ho foi condenado a cinco anos e meio de prisão, Lai a cinco anos e três meses e Pat a quatro anos e três meses.

As fotos do ataque de Fu mostravam-no com um colete amarelo, igual aos usados por jornalistas de Hong Kong nas manifestações. Quando a multidão o repreendeu, ele disse ser um turista. Depois foi cercado, amarraram suas mãos e recebeu chutes e socos.

Na China continental, Fu foi saudado nas redes sociais como um herói e uma frase que lançou aos seus agressores viralizou: "Eu apoio a polícia de Hong Kong. Agora já podem me bater".

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