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Biden adverte que Covid-19 pode deixar 600 mil mortos nos EUA e pede aprovação rápida do plano de resgate

22/01/2021 21h49

Washington, 23 Jan 2021 (AFP) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, advertiu nesta sexta-feira que o novo coronavírus poderá deixar mais de 600 mil mortos no país e pediu ao Congresso que aprove rapidamente seu plano multimilionário para lutar contra a pandemia e levar alívio econômico aos americanos.

Biden insistiu na necessidade de aprovação urgente do seu plano, mas o avanço de sua agenda legislativa pode se complicar com o julgamento político iminente de seu antecessor, Donald Trump, no Senado. Os principais líderes democratas indicaram que a Câmara dos Representantes enviará na próxima segunda-feira a ata de acusação contra Trump ao Senado, onde o republicano será julgado.

"Grande parte dos Estados Unidos sofre", assinalou Biden, antes de assinar dois decretos para responder à crise alimentar e acelerar o apoio aos americanos. "Estamos em 400 mil mortos e espera-se que superemos 600 mil. As famílias passam fome. As pessoas correm o risco de serem despejadas. As perdas de emprego voltam a aumentar. Precisamos agir", enfatizou.

Biden disse que está pronto para trabalhar com ambos os partidos no Congresso a fim de "avançar rapidamente" na adoção do pacote de medidas apresentado na semana passada. Ao mesmo tempo, precisa de uma confirmação rápida do seu gabinete.

O presidente elogiou hoje a aprovação rápida do Senado ao general reformado Lloyd Austin, que se tornou o primeiro secretário de Defesa negro. Falta a confirmação de outros dois postos-chave: os de secretário de Estado (Antony Blinken) e do Tesouro (Janet Yellen).

- 'É inaceitável' -

Biden assinou esta tarde dois decretos para aumentar a ajuda alimentar e reforçar os benefícios sociais dos trabalhadores federais. "Um em cada sete lares americanos, mais de um em cada cinco lares de negros e latinos, informam que não contam com comida suficiente. Isso inclui 30 milhões de adultos e até 12 mihões de crianças", declarou o presidente na Casa Branca. "Isso é trágico, desnecessário, inaceitável."

Com as escolas fechadas pela pandemia, estima-se que cerca de 12 milhões de crianças que recebiam alimentação escolar tampouco têm o suficiente para comer. As filas nos refeitórios populares aumentaram e os bancos de alimentos estão sobrecarregados, inclusive nos bairros abastados da capital federal.

Biden disse que pedirá ao Departamento de Agricultura que amplie e flexibilize a assistência a pessoas e famílias de baixa renda e sem renda (SNAP), que substituiu o programa de Cupons de Alimentos para a retirada de produtos em lojas autorizadas. Ele também prevê aumentar em 15% o volume de dinheiro que o governo deposita nos cartões eletrônicos EBT (Electronic Benefit Transfer) para compensar a ausência de alimentação escolar. Atualmente, são depositados até US$ 5,7 diários por criança em idade escolar.

Biden, que assumiu o cargo na quarta-feira, já emitiu 27 ordens executivas para enfrentar suas prioridades mais urgentes pela crise sanitária e econômica provocada pela covid-19.

O governo Biden quer assegurar-se também que as ajudas já aprovadas pelo Congresso cheguem às famílias que mais precisam delas. Segundo o Conselho Econômico Nacional, "muitos americanos tiveram problemas em receber a primeira parte de pagamentos diretos e até oito milhões de lares elegíveis não receberam os pagamentos emitidos em março". Biden já assinou uma ordem executiva para estender a moratória dos despejos por falta de pagamento.

Cerca de 18 milhões de americanos vivem do seguro desemprego. Este subsídio foi prorrogado até o final de setembro, assim como a possibilidade de obter licença remunerada por doença em caso de contágio pela covid-19.

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