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Tráfego aéreo internacional 'decepcionante' em junho para companhias aéreas

28/07/2021 14h42

Paris, 28 Jul 2021 (AFP) - O nível do tráfego aéreo foi "decepcionante" em junho, afirmaram as companhias aéreas nesta quarta-feira (28), alertando sobre a possibilidade de uma nova temporada de verão "perdida" nas conexões entre Europa e América do Norte, por causa dos fechamentos de fronteiras impostos pela covid-19.

"Cada dia que passa diminui a nossa esperança de ver uma boa recuperação do tráfego internacional no verão no hemisfério Norte", declarou o diretor-geral da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), Willie Walsh.

"Muitos governos ignoram os dados ou a ciência" a serviço de um "restabelecimento da liberdade de circulação", acrescentou Walsh, um dia depois que os Estados Unidos anunciaram que manterão as restrições às viagens internacionais, apesar de seus cidadãos estarem autorizados a viajar livremente para a União Europeia se estiverem vacinados ou se apresentarem um teste negativo de covid-19.

"Apesar de um número crescente de pessoas vacinadas e da melhoria na capacidade de testes, estamos muito perto de perder uma nova temporada de verão no mercado transatlântico", considerou Walsh, citado em um comunicado de sua organização, que reúne 290 companhias aéreas que representam 82% do tráfego aéreo internacional.

No mês passado, a quantidade de voos entre Estados Unidos e Europa registrou uma queda de 73% em relação ao mesmo mês de 2019 (antes da pandemia), segundo dados divulgados pela IATA nesta quarta-feira.

A nível mundial, o tráfego aéreo, expresso em passageiros por quilômetro transportados (RPK) caiu 60,1% em junho, em relação ao mesmo período de dois anos atrás, uma leve melhora da tendência em relação a maio (-62,9%).

No entanto, esta média esconde fortes disparidades: as conexões internas caíram apenas 22,7%, enquanto as internacionais despencaram 80,9%.

"Junho deveria marcar o início da alta temporada, mas as companhias aéreas transportaram somente 20% dos passageiros de 2019. Isso não é uma recuperação, é uma crise que continua por causa da inação dos governos", denunciou Walsh.

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