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Ericsson diz que possível suborno de funcionários pode ter sido enviado ao Estado Islâmico

Logo da Ericsson - Reprodução
Logo da Ericsson Imagem: Reprodução

Da AFP

16/02/2022 09h13Atualizada em 16/02/2022 09h13

A gigante sueca Ericsson identificou casos de corrupção em suas operações no Iraque e suspeita de que subornos pagos por seus funcionários possam ter ido parar nas mãos do grupo Estado Islâmico (EI) — admitiu o presidente da empresa, Börje Ekholm, nesta quarta-feira (16).

Estas conclusões aparecem em uma investigação interna lançada em 2019 pelo número dois mundial das redes de telecomunicações como parte de seus controles anticorrupção, explicou a Ericsson.

No período em que a organização jihadista controlava boa parte do Iraque, pessoas ligadas à empresa "pagaram para realizar transportes nas estradas em setores controlados por organizações terroristas, incluindo o EI", declarou o presidente Ekholm.

"Com os meios ao nosso alcance, não conseguimos identificar os beneficiários finais destes pagamentos", reconheceu, em entrevista ao jornal sueco Dagens Industri.

Depois de revelar, na semana passada, ter sido consultada pela imprensa sobre os casos de corrupção no Iraque e na esteira destes novos elementos, a Ericsson viu o valor de suas ações despencar na Bolsa de Estocolmo nesta quarta-feira.

O grupo também está na mira da Justiça americana por casos de corrupção em outros países.

Em um comunicado divulgado na noite de ontem, a Ericsson admitiu "violações graves de suas normas de conformidade legal e de ética empresarial" no Iraque, de 2011 a 2019.

Sua investigação interna identificou "provas de crimes de corrupção" cometidos por funcionários, vendedores e fornecedores, acrescentou o grupo empresarial sueco.