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Plataforma Circle de criptomoedas é avaliada em US$ 9 bi antes de estrear na bolsa

17/02/2022 19h27

Nova York, 17 Fev 2022 (AFP) - A plataforma americana de transações em criptomoedas Circle dobrou sua valorização em menos de um ano, chegando a 9 bilhões de dólares, antes de sua estreia na bolsa, prevista para este ano.

A Circle criou a USDC, uma "stablecoin" ou moeda virtual vinculada a uma divisa criada por um banco central, neste caso o dólar americano.

Lançada em 2018, a USDC é a quinta criptomoeda em volume de circulação e a segunda "stablecoin" mais negociada depois da Tether.

A Circle tinha anunciado em julho a intenção de entrar na bolsa por meio de uma "spac" (companhia de aquisição de propósito especial), um instrumento cuja finalidade é a fusão de uma empresa com outra.

Nesta quinta-feira, foi anunciada a conclusão de um novo acordo entre a criadora da "spac", a Concord Acquisition, e a Circle, avaliada no dobro do montante inicial previsto de 4,5 bilhões de dólares.

"O aumento do valor reflete a melhora das previsões financeiras da Circle, em particular o crescimento e a participação de mercado da USDC", informaram as partes em um comunicado conjunto publicado nesta quinta-feira.

Também lembram que o montante da USDC em circulação "mais que dobrou desde o anúncio da transação inicial" para alcançar atualmente 52,6 bilhões de dólares, segundo o site especializado CoinMarketCap.

O novo acordo tem como data limite 8 de dezembro e pode ser adiado até o fim de janeiro de 2023.

A Concord tinha levantado 240 milhões de dólares em sua introdução na bolsa, em dezembro de 2020.

Vários legisladores e dirigentes se inquietam com o desenvolvimento das "stablecoins", que devem funcionar como garantias de montantes equivalentes em ativos tradicionais, como bônus, dinheiro ou títulos do Tesouro, e que podem ser revendidos facilmente no caso de vendas importantes destas "stablecoins" pelos investidores.

Mas os críticos estimam que os meios de controle externos são insuficientes atualmente.

Além disso, alguns consideram que estas divisas digitais são potenciais concorrentes do dólar, que poderiam, assim, fragilizar a moeda americana.

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