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EUA e UE anunciam grupo de trabalho para reduzir dependência europeia do gás russo

O presidente dos EUA, Joe Biden, caminha em direção aos membros da imprensa antes de uma partida do Marine One da Casa Branca em 23 de março de 2022 em Washington, DC - Alex Wong/Getty Images via AFP
O presidente dos EUA, Joe Biden, caminha em direção aos membros da imprensa antes de uma partida do Marine One da Casa Branca em 23 de março de 2022 em Washington, DC Imagem: Alex Wong/Getty Images via AFP

Da AFP

25/03/2022 06h41Atualizada em 25/03/2022 07h33

Os Estados Unidos e União Europeia (UE) anunciaram nesta sexta-feira a criação de um grupo de trabalho que pretende atuar para reduzir a dependência europeia de combustíveis fósseis russos, especialmente o gás.

"O governo dos Estados Unidos trabalhará com sócios internacionais e se esforçará para garantir um volume de gás natural liquefeito (GNL) para o mercado da UE de ao menos 15 bilhões de metros cúbicos em 2022", afirma um comunicado conjunto.

O grupo será liderado por um representante da Casa Branca e outro em nome da presidência da Comissão Europeia. O objetivo é "garantir a segurança energética para a Ucrânia e a UE" no próximo inverno (hemisfério norte).

De acordo com o comunicado, o grupo trabalhará para diversificar o abastecimento de GNL e reduzir a demanda deste combustível.

O forte aumento dos preços da energia elétrica disparou os sinais de alarme na UE no fim de 2021. O quadro ficou ainda pior depois da invasão russa da Ucrânia.

Analistas calculam que a UE importa anualmente 150 bilhões de metros cúbicos de gás da Rússia, pouco mais de 40% das importações europeias do combustível, um nível elevado de dependência que o bloco deseja romper.

No primeiro semestre de 2021, o gás americano representou quase 6% das importações europeias.