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União Europeia prepara embargo ao petróleo russo, mas com exceções

Em Bruxelas

03/05/2022 11h07Atualizada em 03/05/2022 11h08

Os países da UE (União Europeia) irão receber, a partir de hoje, o rascunho de um projeto de embargo ao petróleo russo e seus derivados, com exceções para países altamente dependentes, apontaram à AFP funcionários e diplomatas europeus durante o dia.

O braço executivo da UE, a Comissão Europeia, já deu os toques finais ao seu sexto pacote de sanções contra a Rússia pela guerra na Ucrânia e a proposta está na fase de definição antes de ser anunciada.

O pacote prevê um fim gradual das compras europeias de petróleo russo em um período de 6 a 8 meses, mas com a exceção da Hungria e da Eslováquia, dois países totalmente dependentes do petróleo da Rússia pelo oleoduto Druzhba.

Esses dois países poderão continuar suas compras de petróleo da Rússia até o ano de 2023, de acordo com um funcionário europeu.

"Todo o processo de substituição (do petróleo proveniente da Rússia) levará vários anos e por isso insistirei na isenção", adiantou o ministro eslovaco da Economia, Richard Sulik, à imprensa de seu país.

A medida não está livre de controvérsias, já que a Bulgária e a República Tcheca também querem se beneficiar de isenção semelhante à negociada para Hungria e Eslováquia, de acordo com diplomatas próximos às negociações.

"Devemos evitar o efeito de contágio, (porque) todos vão querer exceções. (...) Temos que encontrar soluções adequadas", entregou um funcionário europeu.

O Colegiado de Comissários europeus deveria selar a proposta ainda hoje em uma reunião à margem da sessão plenária do Parlamento Europeu, em Strasbourg.

Em sequência, o pacote será distribuído aos embaixadores dos países do bloco, para começar a análise nas capitais.

A titular da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, prevê fazer um discurso amanhã diante dos eurodeputados, mas não está previsto que faça referência a essas negociações, disseram fontes consultadas.