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Macron propôs a Putin resolução na ONU para levantar bloqueio de Odessa

O presidente francês Emmanuel Macron em coletiva de imprensa conjunta com o presidente russo Vladimir Putin - Sergei Guneyev/Sputnik/AFP
O presidente francês Emmanuel Macron em coletiva de imprensa conjunta com o presidente russo Vladimir Putin Imagem: Sergei Guneyev/Sputnik/AFP

AFP, Bruxelas

31/05/2022 12h44

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou hoje que propôs ao russo Vladimir Putin a votação de uma resolução na ONU para suspender o bloqueio da Rússia ao porto de Odessa e possibilitar a exportação de grãos ucranianos.

"Propus, na discussão que tivemos com [o chefe de governo alemão] Olaf Scholz no sábado passado, ao presidente Putin que tomássemos a iniciativa de uma resolução nas Nações Unidas para estabelecer um quadro muito claro para esta operação", disse depois de uma cúpula europeia em Bruxelas.

A Rússia impõe atualmente um bloqueio aos portos ucranianos no Mar Negro, em particular Odessa, e cerca de 20 milhões de toneladas de grãos armazenados em silos em todo o país estão bloqueados.

"A decisão depende de um acordo da Rússia e das garantias que ofereça: antes da desminagem [do porto de Odessa, serão necessárias] garantias de segurança fornecidas aos ucranianos para evitar que sejam atacados", disse Macron.

O governo ucraniano precisa de "garantias de segurança legítimas, e é a estrutura das Nações Unidas que nos permitirá fazê-lo", acrescentou.

Macron destacou o "importante papel da Turquia, dada sua responsabilidade no Mar Negro" e seus contatos com Moscou.

A Comissão Europeia, por sua vez, propôs estabelecer "rotas prioritárias" rodoviárias e ferroviárias, mobilizando as capacidades de carga da União Europeia para transportar parte das reservas de cereais bloqueadas na Ucrânia.

"Estamos trabalhando nessa proposta da Comissão e discutimos na cúpula as diferentes possibilidades de encontrar rotas alternativas, mas é complicado, por questões logísticas e de custos", disse o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel.

Essas rotas alternativas ferroviárias e rodoviárias permitirão, na melhor das hipóteses, transportar um terço dos estoques de trigo, disse à AFP um funcionário europeu.