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Responsável por pirâmide bilionária é condenada a 11 anos de prisão nos EUA

Pirâmide financeira, golpe, crime - Getty Images/onurdongel
Pirâmide financeira, golpe, crime Imagem: Getty Images/onurdongel

28/06/2022 21h46

Los Angeles, 29 Jun 2022 (AFP) - Uma das responsáveis por executar um esquema de pirâmide que acumulou mais de um bilhão de dólares foi condenada a 11 anos e três meses de prisão na Califórnia, nos Estados Unidos, anunciou o Departamento de Justiça estadual nesta terça-feira (28).

Paulette Carpoff, de 51 anos, controlou junto de seu esposo Jeff o esquema bilionário que, durante anos, lesou investidores com a promessa de geradores portáteis de energia solar que nunca chegaram a ser fabricados.

Dessa maneira, o casal financiava uma vida luxuosa que incluía casas em Las Vegas e no Caribe, joias e uma coleção de cerca de 150 veículos, na qual se destacavam os carros esportivos do falecido ator Burt Reynolds.

"Paulette Carpoff foi sentenciada e responsabilizada por conspirar com outros para realizar um esquema de pirâmide que lesou os investidores em cerca de um bilhão de dólares e financiou seu estilo de vida luxuoso e o de seu marido", disse Jeffrey D. Pittano, da Corporação Federal de Asseguradora de Depósitos.

O casal da Califórnia se declarou culpado das acusações de conspiração para cometer fraude eletrônica e lavagem de dinheiro em 2020. No ano passado, Jeff Carpoff foi condenado a 30 anos de prisão.

Segundo os documentos judiciais, entre 2011 e 2018, sua empresa, DC Solar, fabricou unidades de geradores solares móveis que eram montados em trailers e usados para fornecer energia de emergência para torres de telefonia celular e iluminação em eventos esportivos.

Os investidores foram atraídos pela promessa de generosos créditos fiscais federais para energia solar e os lucros de arrendamento das unidades.

Contudo, após as investigações, as autoridades disseram que não existia nem metade dos aproximadamente 17.000 geradores solares que a empresa dizia fabricar.

Os conspiradores criaram estados financeiros falsos e obtiveram contratos de arrendamento falsos, entre outros esforços para ocultar a fraude.