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10 questões para entender o Fórum Econômico Mundial de Davos

  • Fabrice Coffrini/AFP

SÃO PAULO, 19 JAN (ANSA) - Começa nesta quarta-feira (20) a 46ª edição do Fórum Econômico Internacional Mundial, em Davos, na Suíça, com a missão de debater temas econômicos e sociais que preocupam os mercados e os países na atualidade.

Segundo a organização, 40 líderes mundiais já confirmaram presença e mais de 2.500 empresários, economistas, representantes de organizações internacionais e da sociedade civil vão participar do encontro.

O Brasil será representado pelo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa.

Além de debater a desaceleração de economias emergentes e os problemas causados pela queda do preço do petróleo, o encontro também deve debater as questões sobre o fluxo imigratório para a Europa e o medo da ameaça terrorista no mundo.

Para o presidente do evento, Klaus Schwab, o mundo deve debater a "Quarta Revolução Industrial" até o dia 23 de janeiro. O tema deve permear os debates. Segundo ele, essa nova fase é relacionada "à fusão das tecnologias".

Confira, a seguir, 10 pontos importantes sobre o encontro.

1) Inovações tecnológicas

Como o presidente do evento afirmou, os líderes e as empresas participantes terão que mostrar como as inovações tecnológicas podem ajudar a transformar a vida da sociedade atual e das futuras gerações.

2) Crise de refugiados

Em 2015, a Europa recebeu mais de 1 milhão de imigrantes fugindo das guerras, dos conflitos e da pobreza extrema. Como lidar com o problema é um dos assuntos que estará na pauta dos líderes mundiais constantemente.

3) Terrorismo e crises regionais

O terrorismo e como combatê-lo deve tomar conta dos debates no Fórum. Isso porque todos os países ocidentais estão na mira de grupos terroristas, especialmente do Estado Islâmico.

Outros problemas que atingem o Oriente Médio também estarão em pauta: entre eles, a divisão entre sunitas e xiitas e as crises entre Irã, Arábia Saudita e Israel. Os líderes devem debater formas de resolver uma crise que afeta, também, a economia mundial.

4) Crise nos países emergentes

Mais forte do que em 2015, a crise nos países emergentes --incluindo o Brasil-- e a demora na retomada econômica na Europa serão debatidos intensamente. Como estimular o crescimento em um momento de crise internacional e como gerar renda e emprego serão temas centrais do encontro.

5) Petróleo

Um dos temas abordados será a grande desvalorização do petróleo. A matéria-prima fechou 2014 acima dos US$ 100 o barril e despencou para praticamente a metade em 2015 (cerca de US$ 57 o barril). No início deste ano, o preço já está abaixo dos US$ 30.

6) Diminuição das diferenças sociais e inclusão

Outro ponto que deve ser debatido é como diminuir as diferenças sociais e econômicas na população mundial, especialmente após um estudo da Oxfam, divulgado na segunda-feira (18), mostrar que 1% da população tem uma riqueza superior aos outros 99% juntos.

7) Futuro do sistema financeiro global

O Fórum irá propor soluções para evitar a vulnerabilidade do sistema financeiro mundial e como ele pode reforçar suas contribuições "para sustentar o crescimento econômico e o desenvolvimento social".

8) Ambiente

Como crescer respeitando os recursos naturais e sem degradar ainda mais a natureza? Esse também será um dos debates no Fórum --e que com certeza atrairá a atenção da mídia, já que um daqueles que farão discursos sobre o tema será o ator e ativista Leonardo Di Caprio.

Os debates também deverão focar no compromisso assumido no acordo da Conferência das Nações Unidas sobre o Clima, assinado em dezembro por lideranças do mundo todo. 

9) Mercado de trabalho

Toda a revolução tecnológica deve afetar diretamente o modo de produção da sociedade e, por consequência, os empregos e o modelo de negócio das empresas. A utilização de robôs em linhas de produção e como isso pode afetar os empregos do futuro estarão na pauta. 

10) Saúde

Segundo o Fórum, o setor da saúde precisa de uma "transformação", pois a tecnologia já permitiu avanços incríveis para cura de doenças e tratamentos, mas eles ainda estão longe da maior parte da população mundial por seus altos custos. 

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