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Elon Musk, Jeff Bezos, Richard Branson: os multimilionários que disputam a nova corrida espacial

Getty Images
Jeff Bezos, Richard Branson e Elon Musk fizeram fortuna em outros ramos, como a indústria da música e a internet, e querem ser os primeiros a mandar turistas ao espaço Imagem: Getty Images

Joshua Cheetham

Da BBC News

25/10/2018 07h43

A nova corrida espacial - ou NewSpace, como é conhecida - reúne um número cada vez maior de empresários que tentam comercializar viagens para fora do planeta nos próximos anos. Entre eles estão os multimilionários Elon Musk, à frente da Tesla e da SpaceX, Jeff Bezos, da Amazon, e Richard Branson, fundador do grupo Virgin.

Todos eles fizeram fortuna em outros setores, mas desafiam as empresas já estabelecidas na indústria espacial. Impulsionados por uma rivalidade intensa, eles falam em desenvolver o turismo espacial e os assentamentos permanentes na Lua e até mesmo em Marte - algo que seria muito difícil de conseguir em pouco tempo, segundo críticos.

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Esses "milionários espaciais", no entanto, também estão preenchendo o enorme vazio que os governos deixaram ao reduzir o financiamento das missões espaciais.

Como resultado, empresas como a SpaceX, de Musk, e a Blue Origin, de Bezos, estão se tornando uma parte cada vez mais lucrativa da corrida espacial militar, na qual os Estados Unidos, apesar de corte de recursos para a Nasa, a agência espacial americana, querem se contrapor às ambições da China e da Rússia.

De acordo com alguns cálculos, o valor da indústria espacial deve chegar a US$ 1 trilhão em 2040.

Mas o que essas empresas esperam conseguir e como elas tentam ganhar dinheiro para transformar radicalmente o futuro? E quem são os homens por trás delas?

Jeff Bezos: Blue Origin

O fundador da Amazon, Jeff Bezos, considerado o homem mais rico do mundo, foi um dos primeiros multimilionários a entrar na corrida espacial comercial, fundando a empresa Blue Origin, em 2000.

Em comparação com suas rivais da indústria, a empresa tem uma reputação de ser mais cautelosa com suas atividades. No entanto, o negócio de Bezos sofreu revezes após vários lançamentos fracassados e problemas com seus motores BE-4.

Desde 2016, o multimilionário vendeu US$ 1 bilhão de suas ações da Amazon a cada ano para poder manter a Blue Origin em operação.

Assim como a rival SpaceX, a empresa quer reduzir o custo das viagens espaciais produzindo foguetes reutilizáveis. No passado, os foguetes eram descartados após um lançamento.

Há três anos, a empresa de Bezos se tornou a primeira a aterrissar um foguete com sucesso. O mesmo foguete, New Shepherd, conseguiu aterrissar em cinco ocasiões diferentes, mas o rival Elon Musk atacou Bezos nas redes sociais, dizendo que os voos foram apenas suborbitais - voos que cruzam a atmosfera, mas se mantém em uma altitude de cerca de 100 km acima do nível do mar.

Recentemente, a Blue Origin tem conseguido assinar contratos lucrativos com o governo dos Estados Unidos e recentemente obteve certificados nacionais de segurança.

No início do ano, a empresa foi eleita pela Força Aérea dos EUA, juntamente com a Northrop Grumman e a United Launch Alliance, para desenvolver novos foguetes que possam ser usados em lançamentos militares.

Cada empresa receberá US$ 109 milhões por esses acordos. Bezos está preparando o envio de "turistas espaciais" em um voo suborbital.

A Blue Origin afirma que começará a vender passagens no ano que vem e que elas custariam cerca de US$ 300 mil por pessoa.

Bezos ainda pretende formar, no futuro, uma sociedade com a Nasa para testar a possibilidade de assentamentos humanos permanentes na Lua.

Elon Musk: Space X

O empresário Elon Musk, nascido na África do Sul, abriu a SpaceX em 2002 com US$ 100 milhões procedentes da fortuna que ganhou com a empresa de serviços financeiros online PayPal, da qual foi um dos fundadores.

A empresa já lançou quase 70 foguetes e obteve contratos com a Nasa, com a Força Aérea dos EUA e com a agência espacial argentina para colocar satélites em órbita e ajudar a reabastecer a Estação Espacial Internacional.

No entanto, Musk também sofreu reveses ao longo do caminho. Vários lançamentos da empresa resultaram na explosão dos foguetes e em cargas perdidas - incluindo o lançamento de um satélite espião das Forças Armadas americanas.

Mas o multimilionário é conhecido por seus truques publicitários para descartar seus fracassos e enfatizar os sucessos.

No ano passado, ele compartilhou nas redes sociais uma gravação de lançamentos e aterrissagens de foguetes que deram errado, que ele chamava de "filmagens de explosões épicas".

A SpaceX também lançou um carro Tesla no espaço como parte de seu projeto do foguete Falcon Heavy.

Assim como a Blue Origin, Musk planeja um dia enviar pessoas ao espaço em voos comerciais. No início deste ano, ele anunciou que o primeiro turista da ir para a Lua pela SpaceX seria o milionário japonês Yusaku Maezawa.

Contudo, o objetivo final da SpaceX é enviar voos tripulados a Marte e eventualmente colonizar o planeta vermelho.

"Eu quero morrer em Marte, mas não em um acidente", disse Musk.

Richard Branson: Virgin Galactic

O magnata britânico Richard Branson, um dos membros mais novos do grupo NewSpace, é o fundador do grupo Virgin, que começou com lojas de música e chegou até a empresa Virgin Galactic.

Mas, enquanto seus rivais querem viajar ao espaço profundo, Branson está focado em desenvolver "aviões espaciais" reutilizáveis para levar turistas e transportar carga em trajetos curtos pelo espaço suborbital.

A Virgin Galactic ainda não fez voos definitivos, mas já começou a vender passagens por US$ 250 mil. Celebridades como o cantor pop Justin Bieber já disseram ter interesse.

Ele também está atraindo investimentos importantes, por exemplo, do fundo de riqueza soberana dos Emirados Árabes Unidos.

A empresa chamou a atenção em 2014, depois que um de seus veículos explodiu durante um voo de teste na Califórnia, matando um piloto e ferindo outro.

Isso causou um revés significativo em seu objetivo inicial de tornar-se a primeira empresa a enviar turistas ao espaço.

Desde então, a Virgin Galactic completou diversos voos de teste e, no início deste mês, Branson afirmou que estará no espaço "dentro de semanas, e não meses".

Errata: o texto foi atualizado
26/10/2018 às 08h29
Diferentemente do informado em versão anterior deste texto, o valor da indústria espacial deve chegar a US$ 1 trilhão em 2040, não a US$ 1 bilhão. A informação foi corrigida.

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