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China não deve ter pouso forçado, diz economista de Yale

Lorenzo Totaro e Fergal O'Brien

(Bloomberg) -- Preocupações com a China enfraquecendo o yuan e as ações caindo? Exageradas, diz Stephen Roach.

O membro sênior da Universidade de Yale disse que a economia está em uma transição e os dados de emprego mostrando forte crescimento pintam um quadro mais positivo.

"Você não pode olhar para o PIB e concluir se a China está indo para um pouso forçado ou suave," disse Roach em entrevista à Bloomberg TV. "Você tem que olhar para as partes, a mistura, e a mistura é muito mais construtiva do que os pessimistas em China levariam a acreditar."

As últimas preocupações com a economia asiática seguem uma fraqueza continuada na manufatura e uma queda no indicador de serviços perto de um nível que indica contração. A China retomou as intervenções em seu mercado de ações e o yuan caiu ao menor nível desde pelo menos 2011, depois que o banco central sinalizou que está se tornando mais tolerante com a depreciação da moeda.

"Visões de pouso forçado veem a China crescendo pior do que o esperado e, portanto, no limite do desemprego e instabilidade social crescentes, o que traria o milagre ao fim", disse Roach, um ex-presidente do Morgan Stanley Asia. "Nada poderia estar mais longe da verdade."

A escola do "pouso forçado" inclui Marc Faber, editor do relatório Gloom, Boom & Doom. Falando à Bloomberg antes, ele disse que há uma "bolha de crédito colossal" na China e ele "preferia ser excessivamente cauteloso sobre a China do que excessivamente otimista."

"Já tivemos um pouso forçado no mercado de ações e tivemos um pouso forçado em commodities e poderíamos ter um pouso forçado na economia", disse ele.

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