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Cinco coisas que vão dar o que falar hoje

Lorcan Roche Kelly

(Bloomberg) - Os ativos do mundo inteiro se recuperaram (exceto as ações chinesas) e muitas coisas estão acontecendo na política dos EUA. Eis alguns dos assuntos que vão dar o que falar nos mercados nesta manhã.

Ações recobram ânimo

O MSCI Asia-Pacific Index deu o maior salto em quatro semanas, encabeçado pelos ganhos no Japão e em Hong Kong, e o Europe Stoxx 600 registrava uma alta de 1,4 por cento às 11 horas, horário de Londres. Os futuros de índices dos EUA indicam que a recuperação das ações se estenderá pelo terceiro dia consecutivo, pois os contratos para o S&P 500 que vencem em março registravam um aumento de 0,8 por cento às 5h52 em Nova York. A única mancha de verdade no caderno das ações mundiais foi a China, pois o Shanghai Composite Index fechou com uma baixa de 2,4 por cento e caiu abaixo do nível de 3.000 pontos pela primeira vez desde o pico da corrida para venda de agosto.

Commodities se recuperam

O Brent e o West Texas Intermediate estão sendo negociados a valores superiores a US$ 31 por barril nesta manhã e revertem assim grande parte da liquidação de ontem, que por um breve instante fez com que o barril de WTI caísse para menos de US$ 30. O Bloomberg Commodity Index, que mede os retornos das matérias-primas - não é um índice à vista - caiu ontem para o patamar mais baixo desde 1991, mas opera com uma alta de 0,6 por cento nesta manhã.

A inflação volta - para a Grécia

Após três anos de quedas dos preços, a Grécia informou um aumento de 0,4 por cento em novembro. Embora seja possível considerar que esse número positivo significa que o país está caminhando na direção certa, grande parte do aumento nos preços foi impulsionado por um novo imposto sobre as vendas. A Grécia ainda está esperando para finalizar a revisão de seu resgate mais recente, um processo que levará meses em vez de semanas, segundo a mais nova avaliação de Jeroen Dijsselbloem.

Política dos EUA

Alguns acontecimentos notáveis para a eleição presidencial dos EUA ocorreram nas últimas 24 horas. Embora o discurso do Estado da União de ontem talvez tenha exagerado um pouco no otimismo e tenha sido um tanto eclipsado pelos acontecimentos no Golfo Pérsico, ele pode ser visto como o lançamento da campanha dos democratas para conservar a Casa Branca. Do lado dos republicanos, a última pesquisa da Bloomberg mostra que quase tudo se reduz a Cruz xTrump em Iowa.

Gundlach tem perspectiva baixista

Jeffrey Gundlach, que geralmente vem tendo uma visão negativa da economia e do mercado, diz que há mais notícias ruins pela frente. "Este é um mercado de preservação de capitais, não um ambiente para se ganhar dinheiro", disse Gundlach, um dos fundadores da Double Line Capital, com sede em Los Angeles. A maioria das previsões dele para 2015 estava certa, portanto talvez seja melhor não descartá-lo imediatamente.

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