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Cinco coisas que vão dar o que falar hoje

Lorcan Roche Kelly

(Bloomberg) - A gangorra dos mercados deixou as bolsas asiáticas em alta e as europeias em baixa hoje. Enquanto isso, o petróleo caiu e todos estão esperando a decisão do Fed. Eis alguns dos assuntos que vão dar o que falar nos mercados nesta manhã.

Altos e baixos dos mercados

O MSCI Asia Pacific Index fechou em alta encabeçado por ganhos nas bolsas japonesas, porque o Topix subiu 3 por cento. O Europe Stoxx 600 registrava uma queda de 0,5 por cento por volta das 10h55, horário de Londres, e os futuros dos EUA apontavam para uma baixa na abertura.

Queda do petróleo

O petróleo eliminou o ganho de ontem. O West Texas Intermediate a ser entregue em março estava a US$ 30,32, uma queda de US$ 1,12, às 11h06, horário de Londres. Por causa do colapso dos preços do petróleo, as companhias exploradoras de petróleo dos EUA devem informar um prejuízo de US$ 14 bilhões para 2015. Os preços no posto agora estão mais baixos em Houston que em Abu Dhabi pela primeira vez desde 2008.

Decisão do Fed

Hoje é o dia da decisão do Federal Reserve (Fed) e nenhum dos 104 analistas consultados pela Bloomberg tem dúvidas: todos acreditam que as taxas de juros de referência para os EUA não serão modificadas. Como a decisão é uma certeza, os termos empregados no comunicado - hoje não há entrevista coletiva - serão examinados em busca de insinuações sobre a trajetória das taxas. Janet Yellen poderia contrariar expectativas do mercado, que atualmente indicam 30 por cento de chance de que não haja mais aumentos de taxas neste ano.

Resultados da Apple

"Estamos vendo condições extremas, diferentes de tudo o que já vivemos", disse Tim Cook, da Apple, em uma teleconferência depois que a empresa informou o trimestre mais lucrativo de sua história. As ações da Apple caíram 4 por cento no mercado de futuros, para US$ 96 por ação, enquanto os investidores digerem a previsão de declínio das vendas - o primeiro desde 2003.

'Bancos ruins'

Itália fechou um acordo sobre "bancos ruins" com a Europa para ajudar os credores a vender inadimplências em um acordo elaborado para contornar as normas de ajuda estatal da UE. Banca Monte dei Paschi di Siena, o banco com a maior exposição a empréstimos de liquidação duvidosa em comparação com o patrimônio tangível, chegou a subir 7,3 por cento e registrava uma alta de 3,6 por cento, para 72,8 centavos de euro, às 11h20, horário de Londres. As ações do banco chegaram a operar a 88 euros antes da crise financeira. No Reino Unido, o Royal Bank of Scotland Group caiu 3 por cento depois de ter anunciado uma redução de 3,6 bilhões de libras esterlinas (US$ 5,2 bilhões) no valor de seus ativos e de ter reservado mais dinheiro para cobrir casos anteriores de má administração.

 

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