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Argentina faz acordo com investidores italianos e anima credores

Carolina Millan

(Bloomberg) -- O inesperado acordo entre a Argentina e detentores italianos de títulos está reforçando o otimismo de que o país vai chegar a um acordo com o adversário de longa data, Paul Singer.

Os títulos argentinos inadimplentes com vencimento em 2033 se valorizaram pelo nono dia seguido na terça-feira, após o governo anunciar que acertou pagamento de US$ 1,35 bilhão em dinheiro a um grupo de investidores italianos detentores de dívidas que restaram do calote de 2001. Foi a sequência de ganhos mais longa desde outubro de 2014.

O acordo preliminar ocorre em um momento em que o recém-eleito presidente Mauricio Macri busca negociar com credores liderados pela Elliott Management, de Singer, em torno de US$ 9 bilhões em dívidas não pagas que impedem a Argentina de ter acesso aos mercados internacionais de dívida há mais de uma década.

O acordo com os italianos -- o primeiro entre a Argentina e detentores de títulos que se recusaram a participar de processos de reestruturação anteriores-- vem após um empréstimo de US$ 5 bilhões de sete bancos de Wall Street para fortalecer as reservas internacionais do país. As negociações com os credores conhecidos como holdouts começaram nesta semana em Nova York e o secretário das Finanças, Luis Caputo, disse na tarde de terça-feira que o país poderia apresentar uma proposta na quinta-feira.

"Os credores de Nova York estão querendo mais e as negociações sempre serão mais difíceis, mas o passo dado com os credores italianos é um precedente positivo para os holdouts", disse Matthew Vogel, responsável pela estratégia para mercados emergentes e de fronteira no Duet Group.

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