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Cinco coisas que vão dar o que falar hoje

Lorcan Roche Kelly

(Bloomberg) - As bolsas subiram, a ata do Fed será publicada hoje e a Apple enfrentou o FBI. Eis alguns dos assuntos que vão dar o que falar nos mercados nesta manhã.

Novo rali das bolsas

As bolsas europeias estão subindo nesta manhã. O Stoxx Europe 600 Index registrava uma alta de 1,8 por cento às 10h46, horário de Londres. As ações do banco francês Crédit Agricole deram um salto de mais de 12 por cento depois que o banco anunciou que venderia participações em bancos regionais franceses para fortalecer o capital e pagar um dividendo em dinheiro. Ontem à noite na Ásia, o Shanghai Composite Index ganhou 1,1 por cento e encerrou a sessão no valor mais alto em três semanas, ao passo que as bolsas japonesas declinaram. Os futuros do S&P também estão subindo nesta manhã.

Ata do Fed

Às 14 horas, horário de Nova York, o Federal Reserve (Fed) publicará a ata de sua reunião de janeiro. Os investidores vão procurar esclarecimentos sobre como o monitoramento feito pelo Fed da turbulência dos mercados está influindo nas decisões sobre a trajetória das taxas de juros desse banco central. Preços de futuros compilados pela Bloomberg mostram que a probabilidade de que o Fed aumente de novo os juros em 2016 caiu de 93 por cento no começo do ano para 34 por cento.

Apple x FBI

Um juiz federal ordenou que a Apple ajude o Departamento de Justiça dos EUA a desbloquear um iPhone utilizado por um dos atiradores de San Bernardino. O presidente da Apple, Tim Cook, publicou nesta manhã uma carta em que disse que a empresa se opõe à ordem do tribunal e acusou o governo dos EUA de "passar dos limites". Cook disse que a empresa não quer dar ao FBI uma "porta dos fundos" para o iPhone, já que a Apple não poderia controlar como ela seria usada no futuro, o que comprometeria a segurança de todos os aparelhos iPhone.

Disparada das vendas de bonds corporativos

A Apple virou notícia também no mercado de dívida corporativa depois de ter vendido US$ 12 bilhões em bonds, a segunda maior oferta de dívida corporativa dos EUA no que vai deste ano. Só ontem, as empresas de primeira linha reuniram mais de US$ 23 bilhões em bonds. As vendas de bonds, que tinham tido o pior começo de ano desde 2010, poderiam aumentar agora, segundo Thomas W. Murphy, administrador de recursos da Columbia Threadneedle Investments. Nas palavras dele: "Isso é um teste. O mercado vai deixar os caras de alta qualidade avançarem primeiro e ver o que acontecerá a partir daí".

Futuro incerto para mineradoras

As ações globais de mineração tiveram um rali nas últimas semanas e as companhias mineradoras europeias estão prestes a entrar a um mercado otimista para 2016. Mas esse rali poderia estar em risco, porque os metais básicos estão começando a perder alguns dos ganhos recentes e a abundância atual de minério de ferro não vai acabar em breve. Nesta manhã, a Fitch Ratings rebaixou para junk a nota de crédito da Anglo American e alertou sobre "o alto nível de incerteza em relação ao sucesso definitivo do plano de reestruturação do grupo".

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