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OCDE corta projeção de crescimento global e alerta para riscos com câmbio e dívidas

Mark Deen

(Bloomberg) - A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico cortou projeções para crescimento global, afirmando que Brasil, Alemanha e EUA estão se desacelerando e alertando que alguns mercados emergentes correm riscos relacionados à volatilidade cambial.

O produto interno bruto mundial vai se expandir 3% em 2016, o mesmo ritmo de 2015 e 0,3 ponto percentual a menos do que o previsto em novembro, de acordo com relatório publicado pela OCDE na quinta-feira (18).

"Os riscos à estabilidade financeira são substanciais", afirmou a entidade sediada em Paris. "Alguns mercados emergentes são particularmente vulneráveis a movimentos nas taxas de câmbio e aos efeitos da dívida doméstica elevada."

Bolsas de valores em todo o mundo desabaram neste ano, com temores de que o desaquecimento econômico da China e a queda dos preços do petróleo vão frear a expansão global.

O índice acionário MSCI World recuou para a menor pontuação em dois anos na semana passada, quando o barril de petróleo caiu para menos de US$ 30 pela primeira vez em mais de uma década. O crescimento da China agora é estimado em 6,5% neste ano e 6,2% em 2017.

G-20 em Xangai

Ministros das finanças e comandantes de bancos centrais do Grupo dos 20 se reúnem em Xangai na semana que vem para discutir a desaceleração econômica e a OCDE pediu que considerem oferecer mais estímulos fiscais para sustentar os esforços monetários já adotados.

"Uma resposta coletiva de políticas mais fortes é necessária para fortalecer a demanda", afirmou a entidade.

"Política monetária não funciona sozinha. A política fiscal agora é contracionista em muitas das grandes economias. O impulso das reformas estruturais ficou mais lento. Todas as três alavancas precisam ser empregadas mais ativamente para criar crescimento mais forte e sustentável."

Entre as grandes economias, apenas o Brasil está em recessão --e a recessão está se mostrando mais profunda e prolongada do que se esperava.

A OCDE piorou a previsão para a maior economia da América do Sul para uma contração de 4% neste ano, ou 2,8 pontos percentuais a mais de retração do que a projeção anterior.

De acordo com o relatório publicado hoje, o produto brasileiro encolheu 3,8% em 2015 e vai ficar estável em 2017.

EUA e Alemanha

A OCDE baixou as projeções para os EUA, maior economia do mundo, e para a Alemanha, maior economia da Europa, em 0,5 ponto percentual nos dois casos.

Agora a estimativa é de expansão nos EUA de 2% neste ano e 2,2% em 2017. Para a Alemanha, o crescimento é calculado em 1,3% e 1,7%, respectivamente.

Os EUA enfrentam "intensificação dos obstáculos, incluindo perdas nas exportações com o dólar forte e nos investimentos do setor energético por causa dos preços baixos do petróleo", afirmou a OCDE.

Assim como outros exportadores de petróleo, o Canadá sofre com a queda de preços do barril. A OCDE calcula expansão da economia canadense de 1,4% neste ano, comparado a uma projeção anterior de 2%.

 

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