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Cinco coisas que vão dar o que falar hoje

Lorcan Roche Kelly

(Bloomberg) - As bolsas caíram, o Standard Chartered despencou e a Valeant voltará a informar os lucros. Eis alguns dos assuntos que vão dar o que falar nos mercados nesta manhã.

Prejuízo inesperado do Standard Chartered

As ações do Standard Chartered chegaram a cair 12 por cento depois que o banco com sede em Londres informou uma perda inesperada para o ano completo de 2015 de US$ 1,5 bilhão, muito abaixo da média de expectativas dos analistas de um lucro de US$ 1,37 bilhão em uma pesquisa da Bloomberg. O banco diminuiu o conjunto total de bonificações em 22 por cento, para US$ 855 milhões, e não pagou bonificações aos executivos. As ações tinham se recuperado e registravam um declínio de 5,2 por cento às 11 horas, horário de Londres.

Queda das bolsas

A recente recuperação das bolsas globais tropeçou com uma queda das ações na Ásia ontem à noite. O MSCI Asia Pacific Index recuou 0,1 por cento, o índice Topix, do Japão, fechou com uma queda de 0,7 por cento e o Shanghai Composite Index, da China, caiu 0,8 por cento. Na Europa, o Stoxx 600 recuava 0,3 por cento às 11h10 em Londres. As quedas foram encabeçadas pelo Standard Chartered e pela BHP Billiton depois que a companhia mineradora reduziu seu dividendo. Os futuros do S&P 500 recuavam 0,2 por cento.

Valeant informará novamente os lucros

O dia de ontem foi uma espécie de pesadelo para os acionistas da Valeant Pharmaceuticals International. Em um relatório sobre a empresa, um analista da Wells Fargo Co. escreveu que as ações da companhia "carregam muito risco atualmente". A CVS Health Corp. também anunciou que planeja restringir o uso do remédio da Valeant contra a onicomicose - cujo frasco de oito mililitros custa US$ 1.000. As ações da Valeant tinham perdido quase 20 por cento nas três sessões prévias ao encerramento de ontem. Então, depois do final da sessão, chegou a notícia de que a empresa voltará a informar parte de seus lucros em 2014 e 2015 após uma revisão feita por um comitê da diretoria, que deve reduzir os lucros por ação de 2014 e aumentar os de 2015.

Posicionamentos sobre a brexit

Após a queda da libra esterlina ontem, depois que o prefeito de Londres, Boris Johnson, anunciou que faria campanha para que o Reino Unido abandone a União Europeia, a moeda voltou a cair hoje. A moeda recuava 0,4 por cento frente ao dólar às 11h35 em Londres. Os ministros do governo britânico estão se posicionando no debate desde que o primeiro-ministro David Cameron lhes permitiu decidir por conta própria de que lado querem estar. A libra não é a única moeda que sofre por causa da incerteza, e o euro também está caindo.

Os traders de bonds entenderam mal o Fed?

A BlackRock está alertando que talvez os investidores em bonds estejam despreparados para a determinação do Federal Reserve (Fed) para elevar as taxas de juros neste ano. Russ Koesterich, estrategista-chefe global de investimentos da BlackRock, com sede em Nova York, disse em um relatório publicado ontem que a "inflação se fortaleceu, o que sugere que talvez o banco central não esteja tão dovish quanto o mercado imagina". Os futuros dos mercados implicam que os traders estimam uma chance inferior a 50 por cento de que o Fed eleve os juros neste ano. Os títulos do Tesouro dos EUA não apresentam grandes mudanças nesta manhã, já que o temor em relação às perspectivas para o crescimento global continua superando a preocupação com um Fed hawkish.

Título em inglês: 'Five Things You Need to Know to Start Your Day'

Para entrar em contato com o autor:

Lorcan Roche Kelly, em Dublin, lrochekelly@bloomberg.net

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