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Barclays consideraria vender unidade na África, diz Staley

Stephen Morris

10/03/2016 15h51

(Bloomberg) - O Barclays está aberto a uma oferta por toda sua participação de 62 por cento na unidade bancária na África, que quer vender a fim de aumentar seu capital, disse o presidente Jes Staley.

A instituição já vê "muito interesse" pela unidade uma semana após anunciar sua intenção de reduzir sua participação, disse Staley em entrevista a Erik Schatzker na Bloomberg Television, sem identificar possíveis ofertantes. A decisão de colocar à venda a participação no Barclays Africa Group e focar nos mercados dos EUA e do Reino Unido foi parte de uma atualização mais ampla da estratégia apresentada aos investidores no dia 1º de março.

"A ideia de manter alguma opcionalidade na África é atraente, mas em algum momento vai haver um preço ao qual uma venda estratégica fará sentido", afirmou Staley, 59. "Demos tempo para nós mesmos, dois a três anos, para realizar a venda de forma a proteger a franquia do Barclays na África, porque se trata de um banco separado".

O Barclays precisa reduzir sua participação para pouco menos de 20 por cento para deixar de ser o acionista controlador do negócio na África e escapar de penalidades de capital. Staley disse na semana passada que o negócio é muito atraente, mas que regras de capital exigem que o Barclays considere que é dono de 100 por cento da operação, o que dilui sua lucratividade.

O ex-presidente do Barclays Bob Diamond, que hoje comanda a firma de investimentos em participações Atlas Mara Ltd., é um dos interessados em parte ou todo o negócio, segundo relatos. Staley disse não acreditar que Diamond tenha "capacidade financeira" para comprar a unidade toda.

O Barclays comprou o banco sul-africano Absa em 2005 e, há três anos, a unidade com sede em Johannesburgo adquiriu as operações do controlador em oito países da África, dando ao Barclays presença em 12 nações no continente e 12 milhões de clientes.