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Reguladores EUA rejeitam planos contingência de 5 grandes bancos

Jesse Hamilton e Elizabeth Dexheimer

(Bloomberg) -- JPMorgan Chase, Bank of America e três outros grandes bancos dos EUA não conseguiram convencer as autoridades de que poderiam quebrar sem abalar o sistema financeiro.

Agora, correm o risco de sofrer controle mais rigoroso de Washington, após agências governamentais terem usado um dos poderes mais significativos concedidos no pós-crise sob a Lei Dodd-Frank.

Esses bancos - juntamente com Wells Fargo, Bank of New York Mellon e State Street - devem descartar seus planos de contingência, após autoridades afirmarem que as propostas não satisfazem suas demandas.

As instituições reprovadas têm até 1º de outubro para reescrever seus planos - sabendo que outro fracasso daria ao Federal Reserve e ao Federal Deposit Insurance Corp., que é o fundo garantidor de depósitos, poder adicional para impor exigências maiores de capital, liquidez ou limites a seus negócios.

"O FDIC e Fed estão comprometidos em cumprir o mandato estatutário exigindo que instituições financeiras importantes demonstrem um caminho claro para uma quebra ordenada sob recuperação judicial sem custo para os contribuintes", afirmou o presidente do FDIC, Martin Gruenberg, em comunicado na quarta-feira.

Estratégias de reestruturação

Essas instituições enfrentam o processo árduo de alterar estratégias de até milhares de páginas.

O Citigroup respira aliviado após obter aprovação provisória das duas entidades. Goldman Sachs e Morgan Stanley também passaram pelo crivo sem receber o rótulo de "sem credibilidade", pois nenhuma proposta foi considerada insuficiente pelos dois órgãos - embora o Goldman Sachs tenha sido criticado pelo FDIC e o Morgan Stanley, pelo Fed.

O exercício do plano de contingência representa uma verificação importante do estado dos grandes bancos incluída na Lei Dodd-Frank, em resposta à crise financeira de 2008.

O Lehman Brothers mostrou o que pode acontecer quando instituições financeiras enormes e complexas acabam no tribunal de falências, então o processo foi elaborado para garantir que grandes bancos americanos possam fechar as portas rapidamente e sem afundar outros.

Há quase dois anos, as autoridades afirmaram que os planos de 11 dos maiores bancos eram inaceitáveis. Desde então, o setor redefiniu os contratos de derivativos e as agências impuseram exigências rigorosas de capital e liquidez a cada instituição. Ainda assim, os executivos dos bancos estavam ansiosos para saber se seus esforços foram grandes o bastante.

Pior cenário possível

O pior cenário para um banco que repetidamente tem suas propostas reprovadas ao longo dos anos é que os reguladores eventualmente tenham autoridade para separá-lo em pedaços, de acordo com a legislação. Essas águas nunca foram navegadas. Esta é a primeira vez em que os reguladores dão o passo inicial de encontrar defeitos.

Cada banco recebeu uma carta detalhando as expectativas das autoridades. A carta ao JPMorgan reconheceu melhoras desde a última proposta, mas afirma que o documento mais recente não tem "modelos e processos apropriados para estimar e manter a liquidez."

Além disso, a estrutura interna do banco não promove uma resolução fácil, de acordo com os reguladores.

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