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Goldman deve fazer maior corte de custos em anos, dizem fontes

Dakin Campbell, Aaron Kirchfeld e Manuel Baigorri

(Bloomberg) -- O Goldman Sachs está embarcando em seu maior corte de custos nos últimos anos à medida que tenta resistir a uma queda nos negócios, de acordo com duas pessoas com conhecimento do assunto.

A empresa, que deve relatar uma queda acentuada nas despesas no primeiro trimestre, recentemente começou a demitir mais pessoal e está cada vez mais rejeitando gastos dos executivos em passagens aéreas, hotéis e entretenimento a menos que atendam diretamente aos clientes, disseram as fontes. Por exemplo, a empresa cortou trabalhadores de tecnologia em Londres esta semana, disse uma fonte, e alguns funcionários na Europa não estão sendo autorizados a fazer viagens antes rotineiras para outros escritórios na região, disse outra. Cortes adicionais são prováveis.

O CEO Lloyd Blankfein, 61, está tentando administrar uma queda na negociação de títulos que já dura alguns anos agravada por oscilações do mercado e regulamentações mais rígidas - desafios que forçaram muitos concorrentes a fazer cortes. Ele já ajustou sua força de trabalho, contando mais com os funcionários juniores, movendo o pessoal de apoio para locais mais baratos e investindo em tecnologia para melhorar a produtividade.

"Estão diminuindo ainda mais", disse Chris Wheeler, analista da Atlantic Equities em Londres. "Eles também reduziram os traders com o aumento da eletronização de negócios já que créditos, taxas e commodities seguem as ações e o câmbio para as plataformas eletrônicas".

A questão é se os esforços serão suficientes para satisfazer os investidores quando o banco informar resultados trimestrais na terça-feira. Betsy Graseck, analista do Morgan Stanley, estima que Goldman Sachs vai divulgar que as despesas operacionais diminuíram 29 por cento para US$ 4,76 bilhões - as menores no início de um ano fiscal em uma década. Ainda assim, isso não é tão forte quanto a queda de 37 por cento na receita que os analistas antecipam.

"Olho de Águia"

Em uma conferência em fevereiro, Blankfein tranquilizou os investidores de que está mantendo um "olho de águia" nas despesas e que a empresa tinha mais flexibilidade para reduzi-las. "Nós podemos fazer muito mais do lado dos custos, se for preciso", disse ele. "Sempre podemos fazer mais. Quero dizer, a necessidade é realmente a mãe da invenção, neste caso, especialmente quando você tem que dar um retorno".

Em última análise, o mais recente esforço para reduzir as despesas será, provavelmente, o maior desde 2011, ou possivelmente mesmo antes, disseram as fontes. Em julho daquele ano, o banco anunciou uma iniciativa para cortar mais de US$ 1 bilhão em custos, incluindo compensações, um plano que implicou o corte de 1.000 postos de trabalho. No final do ano, as despesas caíram 14 por cento em relação ao ano anterior.

Saída de sócios

Os funcionários seniores da Goldman Sachs não ficaram imunes este ano. Mais de seis sócios saíram desde o final de 2015, embora não seja incomum que as saídas aumentem no ano em que uma nova classe é nomeada. A empresa tem programada a promoção de outros sócios para o nível mais alto no final deste ano.

O Goldman Sachs está especialmente focado em melhorar os resultados em sua divisão de títulos, que abriga as unidades de vendas e trading, disseram as fontes. A empresa sediada em Nova York já decidiu cortar mais seu negócio de renda fixa do que um impulso típico anual para eliminar desempenhos ruins, disse uma fonte com informações sobre o assunto no mês passado. Normalmente, a empresa elimina cerca de 5 por cento do seu total de pessoal para abrir caminho para novas contratações.

Em 2008 e 2009, Jon Winkelried, que dividiu o título de presidente e COO com Gary Cohn, liderou os esforços que eliminaram mais de 10 por cento do pessoal da empresa. Até o final de 2009, a força de trabalho caiu para 32.500. No final do ano passado, a empresa tinha 36.800.

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