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China avalia antecipar reunião sobre reforma financeira, dizem fontes

Bloomberg News

(Bloomberg) -- As autoridades chinesas estão avaliando a convocação de uma conferência no terceiro trimestre, um ano antes da data marcada, para traçar uma consolidação completa do sistema regulatório das finanças do país na tentativa de reduzir riscos.

A conferência nacional de trabalho financeiro - realizada a cada cinco anos e marcada para 2017 --poderia ser antecipada para este ano, segundo fontes do setor.

Uma fonte disse que as autoridades estão sentindo que há urgência em reformar a supervisão das finanças após a turbulência ocorrida no ano passado no mercado e visam reduzir os riscos financeiros em um momento fundamental para as reformas econômicas do presidente Xi Jinping.

Uma sequência de escândalos financeiros e a introdução cancelada de um circuit breaker no mercado acionário aumentaram a pressão sobre os reguladores criticados pelo primeiro-ministro Li Keqiang em relação à maneira como lidaram com os mercados voláteis.

Os riscos do setor financeiro apresentam desafios cada vez maiores em um momento em que as autoridades tentam estabilizar a economia, que está crescendo no ritmo mais lento em 25 anos.

"Uma reforma abrangente do sistema regulatório para aproximá-lo das melhores práticas globais permitirá ao banco central alavancar sua posição forte na coleta de informações e reduzir os custos de resgate no futuro", disse Shen Jianguang, economista-chefe da Mizuho Securities para a Ásia em Hong Kong.

Função do PBOC

O Banco Popular da China (PBOC) visa assumir uma maior função regulatória, informou a agência de notícias Bloomberg no mês passado. As mudanças em consideração confeririam mais poder ao banco central sobre as empresas de serviços financeiros em um papel macroprudencial mais aprimorado.

A Secretaria de Informação do Conselho Estatal, a principal assessoria de imprensa do governo central, não respondeu a um pedido de comentários enviado por fax sobre o plano para antecipar a conferência de trabalho.

Reuniões anteriores levaram à criação de agências para títulos, seguros e bancos, os três principais reguladores financeiros, para reforçar a gestão de riscos.

Outras iniciativas incluíram a reforma dos credores estatais e das agências locais do banco central para reduzir a interferência administrativa na execução da política monetária no nível local.

A conferência nacional de trabalho financeiro inclui autoridades fundamentais como o primeiro-ministro, as autoridades financeiras e os diretores dos bancos estatais, que se reúnem durante dois ou três dias para traçar planos de reforma financeira para os seguintes cinco anos.

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