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BlackRock e Nuveen preferem títulos a ações na espera por Fed

Wes Goodman e Marianna Aragao

(Bloomberg) -- A BlackRock e a Nuveen Asset Management estão preferindo as ações em detrimento dos títulos com o aumento das probabilidades de que o Federal Reserve vai elevar as taxas de juros em junho ou julho.

Richard Turnill, estrategista-chefe de investimento da BlackRock em Londres, disse que as ações são a melhor aposta, embora a empresa esteja rebaixando sua perspectiva para ações porque elas estão encarecendo. "Preferimos ações aos títulos do governo", escreveu Turnill na terça-feira no site da BlackRock. A empresa é a maior gestora de recursos do mundo, com cerca de US$ 4,6 trilhões em ativos.

Bob Doll, estrategista-chefe de ações da Nuveen em Chicago, disse que a empresa está otimista em relação às ações. "Elas terão um desempenho superior ao dos títulos e do dinheiro nos próximos seis a 12 meses", escreveu ele na terça-feira, também em um relatório no site da empresa. A controladora, Nuveen Investments, administra cerca de US$ 230 bilhões.

Turnill, da BlackRock, disse em março que os investidores deveriam ter uma posição "underweight" nos títulos do Tesouro dos EUA, e eles praticamente não mudaram desde então. Doll projetou que os yields dos títulos do Tesouro dos EUA subiriam em 2016, e, até o momento, eles caíram. Ambos os analistas escreveram nesta semana que aumentam as expectativas de uma ação do Fed na reunião do banco central sobre política monetária dos dias 14 e 15 de junho ou na reunião dos dias 26 e 27 de julho.

O Bloomberg U.S. Treasury Bond Index perdeu 0,1 por cento neste trimestre, e a expansão econômica dos EUA é suficiente para levar o Fed a aumentar as taxas de juros. O S&P 500 Index de ações deu um retorno de 2,2 por cento, mostram os dados.

Os títulos do Tesouro dos EUA avançaram nesta quarta-feira, e o yield das notas de referência com vencimento em 10 anos caía dois pontos-base, ou 0,02 ponto percentual, para 1,83 por cento, às 6h59 em Nova York, segundo dados da Bloomberg Bond Trader. A nota com rendimento de 1,625 por cento e com vencimento em maio de 2026 subiu 5/32, ou US$ 1,56 por US$ 1.000 em valor nominal, para 98 5/32.

As chances de uma mudança dos juros em junho implícitas pelas taxas futuras eram de 24 por cento até terça-feira, tendo subido em relação aos 12 por cento registrados no fim de abril. A probabilidade de uma ação até o fim do ano é de 74 por cento. A presidente do Fed, Janet Yellen, disse no dia 27 de maio que a melhora econômica dos EUA seria uma garantia de aumento dos juros nos próximos meses.

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