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Pimco diz que crescimento da Índia vai atrair investidores

Kartik Goyal

(Bloomberg) -- A Pacific Investment Management diz que a trajetória de crescimento e a saúde da economia da Índia respaldarão os títulos denominados em rúpia independentemente de quem dirigir o banco central. Esse cargo pode ser assumido em breve por outra pessoa que não o atual presidente, Raghuram Rajan, depois que um jornal informou que ele não está buscando um segundo mandato.

Embora como presidente do Banco da Reserva da Índia (RBI, na sigla em inglês) Rajan tenha tido uma influência "notável" na estabilização da rúpia, houve também uma melhoria mais ampla nas finanças do país, de acordo com Luke Spajic, diretor de gestão de portfólio para a Ásia emergente da Pimco, que administra cerca de US$ 1,5 trilhão em ativos mundialmente.

As especulações sobre o futuro de Rajan aumentaram desde que um membro do partido governante do primeiro-ministro Narendra Modi pediu que ele fosse dispensado quando seu mandato de três anos terminar, no início de setembro.

"A estabilidade cambial e o desempenho do país se baseiam, na verdade, na melhoria dos fundamentos econômicos", disse Spajic, que trabalha em Cingapura, em entrevista por telefone. Como uma modificação no comando do RBI impactará a rúpia é uma "avaliação muito difícil de fazer", disse ele.

Fundos internacionais, como Western Asset Management, não estão à vontade com a perspectiva de perder Rajan, que elevou as reservas cambiais da Índia aos maiores patamares já registrados e ajudou a reduzir quase à metade as oscilações da rúpia desde que assumiu o cargo.

Mesmo assim, o governo de Modi foi instrumental para diminuir o déficit em conta-corrente ao restringir as importações de ouro, além de ter buscado reduzir a burocracia, acelerar a construção de infraestrutura e limitar o déficit fiscal ao mínimo em nove anos.

O crescimento econômico da Índia bateu um recorde mundial quando acelerou 7,9%, mais que o estimado, no trimestre de janeiro a março em comparação com o ano anterior, mostraram dados oficiais na terça-feira. No ano fiscal finalizado em março, a economia cresceu 7,6%, em conformidade com as projeções oficiais e mais que os 7,2% registrados nos 12 meses anteriores.

Ao governo de Modi também são atribuídas medidas como desregulamentar os preços da gasolina e permitir uma maior participação estrangeira em alguns setores a fim de estimular o investimento. O governo também foi o primeiro a fazer um acordo formal sobre a meta de inflação com o banco central.

A rúpia reverteu ganhos e os títulos soberanos caíram depois que o jornal Anandabazar Patrika, publicado em bengali, informou na quarta-feira que Rajan disse ao governo que não quer uma extensão. A reportagem, que cita fontes anônimas próximas ao presidente do banco central, disse também que Modi quer que Rajan continue.

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