Investidores em dívidas corporativas, abram alas para o BCE

Alastair Marsh

(Bloomberg) -- Se você possui títulos corporativos europeus em seu portfólio, considere isto um alerta.

Se a história serve de guia, talvez seja melhor sair do caminho da gigantesca compra de títulos realizada pelo presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, que fará sua próxima parada no mercado de 916 bilhões de euros (US$ 1 trilhão) de títulos de dívidas corporativas a partir de amanhã.

Em antecipação à compra pelo BCE de títulos de dívida com lastro em crédito imobiliário, conhecido no mercado europeu como 'covered bonds' -- primeiro estágio de um programa de flexibilização quantitativa iniciado em outubro de 2014 --, os spreads de crédito sobre a dívida atingiram mínimas recorde. (Se tudo o mais continuar igual, quando os spreads diminuem o preço dos títulos sobe, o que significa que o investimento de um detentor de títulos se torna mais valioso). Na sequência, aumentaram.

O mesmo ocorreu quando o BCE comprou títulos lastreados por ativos, conhecidos pela sigla em inglês ABS. Os investidores que acumularam o papel antecipando lucros rápidos em euros ao vendê-lo para o banco central foram pegos de surpresa pelo ritmo lento das aquisições do BCE.

E, no mercado de títulos corporativos, o rendimento extra que os investidores exigem para manter dívidas corporativas em relação aos títulos soberanos, mais seguros, tem caído desde março, quando o BCE anunciou seu programa de aquisições corporativas. A pergunta é - será que continuará neste patamar?

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