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Análise: O que o Federal Reserve fará e o que não fará

Mohamed El-Erian

(Bloomberg) -- Não se espera que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) eleve as taxas de juros na quarta-feira, e ele não o fará. Em vez disso, por meio de seu comunicado e da entrevista coletiva da presidente Janet Yellen, o banco central dos EUA transmitirá uma avaliação atualizada da economia norte-americana e as implicações para as políticas futuras.

A seguir listamos os seis principais pontos que o banco central difundirá:

  • O Fed pintará um quadro misto da economia dos EUA em geral, observando ao mesmo tempo o inquietante relatório de emprego de maio e, em particular, o ritmo decepcionante de criação de empregos.
  • Em parte, a cautela do Fed refletirá o ambiente global altamente variável. Essa prudência é influenciada não apenas pelo crescimento internacional tímido, mas também pela grande incerteza associada ao referendo, na semana que vem, sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia.
  • Ao comentar o comportamento do mercado financeiro, o Fed poderá reconhecer que a volatilidade está relativamente moderada, apesar dos incomuns acontecimentos econômicos e financeiros globais. Poderia também se consolar com o notável desempenho recente dos EUA nos mercados internacionais de ações, que estão em queda.
  • Embora o Fed possa observar a influência das forças externas nos rendimentos de longo prazo dos EUA, é improvável que dê muita atenção à lista crescente de eventos (antes) improváveis e impensáveis que vieram a acontecer nos mercados de renda fixa ao redor do mundo (incluindo, nesta semana, rendimentos negativos sobre os títulos soberanos alemães de 10 anos).
  • Ao atualizar seus "gráficos de pontos" (ou seja, os indicadores quantitativos de perspectivas econômicas e de políticas preparados pelos membros do Comitê Federal de Mercado Aberto), a projeção "média" da cúpula do Fed manterá aberta a possibilidade de dois aumentos das taxas de juros neste ano, mas se inclinará a menos altas, depois disso, do que o sinalizado anteriormente.
  • A visão coletiva do Fomc provavelmente puxará a projeção da taxa de juros de longo prazo para baixo, de 3,3% para mais perto de 3%.

Esta coluna não reflete necessariamente a opinião do conselho editorial ou da Bloomberg LP e seus proprietários.

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