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Falabella do Chile agita mercado de varejo do México

Patricia Laya

(Bloomberg) -- O mercado varejista do México será abalado pela gigante chilena SACI Falabella, que avança rumo ao norte a fim de abocanhar uma fatia do crescente mercado consumidor.

A maior rede de lojas de departamento da América do Sul, que vende de tudo, de ferramentas elétricas a roupas femininas e esteiras ergométricas, está avançando no México porque o consumo nesse país está provocando uma expansão melhor do que a prevista. A empresa pretende investir mais de meio bilhão de dólares junto com o grupo de supermercados Organización Soriana para abrir sua primeira loja de formato "faça você mesmo" no México nos próximos cinco anos.

Os consumidores se beneficiaram com uma desaceleração da inflação anual e o peso mais fraco aumentou a transferência de dinheiro oriundo do exterior, o que levou as vendas do varejo a crescerem pelo menos 10 por cento em oito dos últimos 12 meses. A Falabella, com sede em Santiago, poderia obter uma base ainda mais firme no México como potencial ofertante pela unidade de roupa SAB Suburbia, da Wal-Mart de México, que poderá ser vendida já neste ano.

"Estrategicamente, faz todo o sentido do mundo para a Falabella entrar no México", disse Joaquín Ley, analista do Itaú BBA que recomenda comprar as ações, em entrevista na Cidade do México. "Considerando que há uma subpenetração no setor de reformas domésticas, ser o primeiro a entrar com esse formato e com um parceiro local é uma boa combinação".

Sodimac

O México é o sétimo mercado da Falabella na América Latina, onde a empresa também opera lojas de departamento, supermercados e shoppings. Inicialmente aberta como uma alfaiataria em Santiago em 1889 pelo imigrante italiano Salvatore Falabella, a empresa vem utilizando a marca Sodimac para liderar sua mais recente expansão e lucrar com uma classe média crescente na região.

A Falabella preferiu não comentar seus planos de expansão no México, de acordo com um assessor de imprensa externo. As ações da empresa, que avançaram 8,2 por cento neste ano, caíram 0,3 por cento, para 4.887 pesos chilenos, na quarta-feira em Santiago.

A decisão chega em um momento em que os investidores estão preocupados com outros mercados da Falabella, como a Argentina, onde a inflação está subindo e a economia está vacilando, e o Brasil, onde o desemprego está aumentando. As vendas da empresa no Brasil, a maior economia da América Latina, caíram 19 por cento no primeiro trimestre, para US$ 53,4 milhões.

A empresa e a Soriana, segunda maior rede de supermercados do México, disseram em abril que pretendem abrir 20 lojas Sodimac nos próximos cinco anos. A Home Depot e a Lowe's, redes com sede nos EUA que possuem, respectivamente, 115 e 10 lojas no México, serão os maiores concorrentes da Sodimac no setor de reformas domésticas.

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